Batendo Bola: A hora e a vez dos estrangeiros?

 

José Carlos de Oliveira

Criticada pela maioria dos treinadores do Brasil (e por parte da mídia, que gosta de fazer lobby para seus protegidos), a chegada de técnicos do exterior para o comando de times do futebol brasileiro ganha cada vez mais força. E se os homens bobearem, eles serão preferência até mesmo para dirigir a seleção.

Que ninguém duvide disto. O futuro é logo ali e está cada vez mais perto a hora de o comando do Brasil ser de um nome de fora, para a alegria de grande parte da torcida.

Aí ficaremos livres dos Tites da vida, que são mais produto da mídia que qualquer outra coisa.

Exemplos

Dois bons exemplos estão aí para provar esta nova tendência. Ainda é cedo para cravar o acerto de seus trabalhos, mas o início dos dois Jorges (Jorge Sampaoli, no Santos, e Jorge Jesus, no Flamengo) é para lá de promissor. A continuar com esta pegada, eles deixarão os técnicos brasileiros com uma pulga atrás da orelha. E muitos podem dar adeus ao sonho de seus salários milionários. Terão que baixar a pedida para concorrer com os ‘gringos’.

Verdade?

Podem acreditar... Com Sampaoli e Jesus encaixando bons trabalhos neste segundo semestre, já para 2020 terá muito dirigente olhando para profissionais de fora, porque os daqui não fazem por merecer o status que atingiram nas últimas décadas.

Muitos treinadores brasileiros se julgam ‘deuses da bola’ e donos da verdade, e o resultado é o que estamos vendo nos gramados do Brasil, com nossos times jogando futebol ultrapassado e enterrando a maior herança e riqueza do nosso futebol: a técnica individual de nossos atletas.

Na torcida

E querem saber de uma verdade? Torço para que Sampaoli e Jesus se dêem mesmo muito bem por aqui, porque aí pode estar a tábua de salvação do Brasil, com os treinadores (jovens e velhos) acordando para a realidade e encarando de frente a verdade de que o Brasil é o Brasil, e o resto do mundo é apenas o resto.

Não dá para copiar a tática dos ‘gringos’, sepultando a técnica e a individualidade de nossos jogadores. Quem faz isso assina atestado de ‘burrice’...

 

MANGUEIRAS BRASIL

 

Amanhã é dia de decisão no Horto

O Atlético recebe o Cruzeiro na noite de amanhã, na Arena Independência, no segundo e decisivo duelo das quartas de final da Copa do Brasil, precisando reverter um placar adverso de três gols. Tarefa das mais difíceis para qualquer time, e mais ainda quando se trata de um clássico regional, um dos maiores do país.

É possível

Mas que ninguém cante vitória antes de a bola rolar. No futebol só dá para festejar depois do apito final, mesmo que se tenha alguma vantagem. E é justamente por causa deste pequeno detalhe, do imponderável, que o futebol é, ainda hoje, o mais emocionante esporte do planeta. O que parece certo nem sempre se torna uma verdade, e todo cuidado é pouco nestas horas.

Para copiar o Atlético?

As duas vitórias em amistosos contra os grandes da capital (2 a 1 no Cruzeiro, e 3 a 1 no Atlético) deram esperança de dias melhores para o América na Série B, mas na hora da onça beber água, a realidade ficou bem longe disso. O Coelho acabou goleado pelo Figueirense, mesmo jogando em casa, no fim de semana. E deu no que todos esperavam: sobrou para o treinador.

Repetindo a receita

E sobrou uma vez mais para o treinador, com a diretoria americana demitindo Maurício Barbieri e efetivando no seu lugar um nome que já estava no clube há algum tempo, o auxiliar Felipe Conceição - ex-atleta que abandonou os gramados em 2012 -, repetindo o que fez o Atlético nas duas últimas temporadas, com Thiago Larghi e Rodrigo Santana.

É o Coelho copiando o Galo, mas, para saber se dará certo, ainda virão muitos capítulos nesta história.

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