Batendo Bola - 19/11/2019

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A dura realidade

O torcedor rubro-negro terá, no próximo fim de semana, uma oportunidade única de festejar dois títulos de expressão em questão de horas, depois de anos só no “cheirinho”.

Na Copa Libertadores, em final única e em campo neutro contra o River Plate, o clube carioca tem time para levantar a taça, mas que ninguém cante vitória antes da hora, pois a parada frente os argentinos será torta, jogo para que tem coração forte. É um confronto a ser definido nos pequenos detalhes.

No Campeonato Brasileiro, o título já está nas mãos dos cariocas, e nem se forem abandonados pelos deuses da bola deixarão de levantar a taça. E isso pode acontecer já no domingo, sem mesmo o time ir a campo (já jogou pela rodada, 4 a 4 com o Vasco da Gama). Basta o Palmeiras tropeçar frente o Grêmio no Parque Antártica. Ou o time do Mano Menezes vence ou já era.

O outro lado

Ninguém pode tirar da diretoria do Flamengo os méritos pela montagem do elenco campeão, pois armaram, sim, um grande time de futebol. Mas também eles devem ser lembrados de tudo que deixaram e deixam de fazer neste período. Gastam milhões na contratação de jogadores, e negam “migalhas” a jovens que tiveram suas vidas ceifadas no Ninho do Urubu.

Vergonha

É!!! O Flamengo perdeu a oportunidade de entrar para a história. Ser e dar exemplo. Tinham era que assinar contratos vitalícios com as famílias dos atletas, que perderam a vida quando estavam sob os cuidados do clube. Não fizeram isto e ainda tentam regatear nas indenizações.

É a maior vergonha do futebol brasileiro.

Foto: Divulgação

Famílias expõem a vergonha rubro-negra

MANGUEIRAS BRASIL

Do vexame à glória

Há poucos meses atrás, o técnico Guilherme Dalla Déa e quase a totalidade deste elenco que se sagrou tetracampeão do mundo sub-17, na Bahia, protagonizaram um dos maiores vexames do futebol brasileiro ao serem eliminados ainda na primeira fase do sul-americano da categoria, perdendo a última partida para a Argentina por 3 a 0, quando podiam ser derrotados por dois gols.

Para o gasto

E que agora não me venham dar de heróis. O título do Brasil não esconde a fragilidade deste time. Tem jogadores nesta seleção que nunca passarão de promessas, somente promessas, e não adianta ninguém encher a bola deles. Simples assim...

Predestinado

Mas se tem alguém que escreveu uma bonita história neste mundial foi o garoto Álvaro, do Flamengo. De simples reserva, o garoto passou a herói, ao marcar os dois gols das viradas na reta final das partidas contra a França e o México. São lances assim que devem ser lembrados e relembrados para todo o sempre.

Sem choro

O choro é livre e os mexicanos têm todo o direito de chiar o quanto quiserem, mas o lance do gol de empate foi, sim, pênalti. Se o Veron não pula, ele poderia ter a perna quebrada na jogada. O carrinho do defensor mexicano foi imprudente e criminoso. Pênalti claro, que o VAR viu e alertou o juiz.

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