Batendo Bola

José Carlos de Oliveira 

 

jcqueroviver@hotmail.com.br 

 

Buscando soluções para o esporte 

 

Durante quatro reuniões na Câmara, vereadores e desportistas da cidade participaram de um ciclo de encontros da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, que visavam entender como está sendo tratado e cuidado o esporte em Divinópolis. Eles buscavam caminhos para fazer mais e melhor por todos os esportes. 

E é por aí mesmo. Soluções têm que ser encontradas porque o esporte em Divinópolis merece bem mais do que é oferecido pelo município. Enganam-se aqueles que acham que o pouco que fazem é o bastante, porque o esporte está é “morrendo a míngua” e só não enxerga isso quem não quer. 

Tudo bem, que venha alguém dizer que é feito isso ou aquilo, que a prefeitura mantém escolinhas, núcleos de esportes, aqui e acolá, porque tudo isso, mesmo sendo verdade, não passa de um grão de areia.  

Para resgatar o esporte de Divinópolis terão que fazer bem mais que isso. Mas bem mais, mesmo. 

 

A palavra do secretário 

 

Durante a última reunião, com a presença de desportistas ligados às artes marciais, o atual secretário de esportes, Éverton Dutra, frisou que o orçamento para o ano que vem não mais contemplará clubes profissionais e dará prioridade para o esporte amador. Ele critica a previsão de repasse de R$ 200 mil para o Guarani (que nunca viu a cor do dinheiro), até porque a Secretaria não dispunha de tal quantia.  

Dutra afirma que, mesmo havendo previsão de receita, a dotação será destinada para o custeio de atividades de maior alcance social. Aí é que não entendi direito. Maior alcance social. Onde e quando, senhor secretário? 

 

Estranha a posição do secretário 

 

Causa mesmo estranheza a posição do secretário de esportes,  que colocou o Guarani no meio da discussão, como se a cidade e seus representantes tivessem feito algo pelo clube de Porto Velho nos últimos anos, como se fosse o município que esteja mantendo o Bugre em pé. 

Vamos devagar com o andor, senhor secretário, que o santo é de barro. O Guarani nunca recebeu estes tão propalados R$ 200 mil, segundo seus diretores, que isso fique bem claro. E mais, se a verba tivesse sido repassada, era mais que merecida. 

É uma obrigação do município e de seus poderes constituídos ajudarem o clube que mais fez e ainda faz pela cidade, levando o nome da cidade a todos os cantos do Brasil. Quando alguém fala em Guarani, cita logo o nome de Divinópolis. É o Guarani de Divinópolis que é cantado em verso e prosa por repórteres de rádio e TV, internet e impresso.   

E isso tem um preço. O Bugre tem um custo alto e é mais que um dever, é uma obrigação do município retribuir com um pouco que seja, o muito que o Bugre ainda faz pela cidade e seu povo. Simples assim! 

O resto, ah, o resto é conversa para boi dormir... 

 

Todos têm os mesmos direitos 

 

E vamos ainda mais longe. Não é só o Guarani que merece o carinho e o devido valor por parte das autoridades. São todos os desportistas da cidade, heróis anônimos que muitas vezes têm que abrir mão de muitas coisas na vida, simplesmente para manter o sonho de praticar algum esporte. 

Os direitos são iguais e todos merecem as mesmas chances. O que se espera agora é que estas reuniões tenham realmente produzido frutos, e que o futuro reserve algo de bom para os esportistas e desportistas de Divinópolis. 

Este é o nosso sonho. A hora agora é de deixar a conversa de lado e começar a trabalhar. Nada menos e nada mais que isso. 

 

PEC está sobrando 

 

É até bom falar neste assunto, em ajuda a clubes, para que se coloque o dedo nas feridas e se veja o quanto a cidade está devendo ao seu povo. Para todo lado que se olhe, tem alguém clamando por socorro. 

Ali mesmo, na região Norte da cidade, tem um clube de nome Projeto Esportivo Candelária, que sobrevive porque seus responsáveis são teimosos e amam o que fazem. E olha que, mesmo sem ajuda, seguem em frente, fazendo um trabalho social e resgatando a alegria de muitos jovens. 

Disputando o Campeonato da Cidade, na categoria Sub-20, o PEC lidera com 100% de aproveitamento e está classificado para a segunda fase. Isso, sem o apoio e ajuda do município. 

Imaginem então, se a Prefeitura fizesse realmente a parte que lhe cabe, o abnegado Amauri Reis, do PEC, poderia tirar bem mais jovens das ruas. Por que é isso que representa um time de futebol nas periferias, são menos jovens nas ruas, menos meninos meninas e meninas sendo presa fácil para toda sorte de vício. Simples assim! 

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