Balanço de gestão da UPA é apresentado

Matheus Augusto

Representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social (IBDS) se reuniram nesta sexta-feira, 6, para apresentar o balanço da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Os números coletados nos primeiros 45 dias de administração do IBDS apontam redução em alguns indicadores, como a quantidade de pacientes que aguardam por internação. Segundo o relatório, em setembro, antes de a organização assumir, a UPA tinha 65 pacientes nesse cenário. Com a nova gestão, que assumiu há 67 dias, apenas 16 vivem essa realidade. De acordo com os representantes, a mudança do panorama é resultado de mudanças, desde o edital de licitação até procedimentos internos.

Estatísticas

Outro número apresentado no encontro mostra que a média do tempo de permanência de um paciente na UPA caiu de oito dias para quase um. Conforme relata o IBDS, as pessoas continuam sendo atendidas, porém estão recebendo os devidos encaminhamentos, como alta ou transferência para outros hospitais, de maneira mais ágil, dentro de um prazo de até 24h, para evitar a superlotação da unidade.

A UPA manteve o número de atendimentos: cerca de 370 diários. No entanto, o tempo de espera agora é de cerca de 15 a 45 minutos.

Segundo o assessor técnico do IBDS, Paulo Maia, com a implantação de ferramentas e protocolos internos de atendimento, a UPA conseguiu atender de forma mais rápida os pacientes.

— O principal benefício é a melhoria do fluxo de pacientes e a diminuição do tempo de espera. Essa foi a primeira intervenção que o instituto realizou na unidade, visto que 76,7% dos atendimentos são de pacientes verdes e azuis e isso acabava tumultuando o atendimento e dificultado o acesso até mesmo dos profissionais e dos próprios pacientes, conflitando, inclusive, com as questões de segurança clínica. Essa unidade de gestão rápida conseguiu coordenar o fluxo de forma com que o paciente, principalmente verde e azul, tenha um atendimento mais rápido — informou Paulo.

Pacientes com classificação de risco verde ou azul, de acordo com o Ministério da Saúde, são casos considerados de menor urgência, nos quais a pessoa deveria procurar, prioritariamente, uma unidade básica de saúde.

Economia

Com a contratação de uma nova empresa, a Prefeitura deixou de ser responsável pelo custeio direto dos funcionários. De acordo com o levantamento pela Semusa, o custo mensal da unidade passou de  quase R$ 2,295 milhões para R$ 1,517 milhões. Além disso, o custo diário de um paciente caiu de R$ 194 para R$ 134. A mudança se deve ao estabelecimento de critérios mais rigorosos de quantidade de acompanhantes e quais exames são oferecidos, por exemplo.

Conforme explicou o secretário de Saúde, Amarildo Sousa, os exames de rotina, anteriormente feitos na UPA, são de responsabilidade das unidades de saúde, onde sempre deveriam ser feitos.

— Na unidade de pronto atendimento foram implantados pacotes de exames por agravo, doença. São exames afetos a urgência e a gente encaminha os exames de rotina para que a própria Atenção Primária proceda. Por se tratar de exames de rotina, que podem ser agendados, não é adequado que seja feito na porta de entrada de urgência e emergência, que se presta a tratar casos mais graves — declarou.

 

 

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