Baixa na Selic aquece a construção civil

Jorge Guimarães

Como a taxa Selic é a que define os juros praticados pelos bancos, o momento, segundo especialistas, é de ficar em stand-by em relação às aplicações no mercado financeiro. De antemão, como vem acontecendo a cada queda da Selic, desta que vez, 4,25%, a mais popular das aplicações no país, a caderneta de poupança, mais uma vez perde espaço no meio econômico, assim como os investimentos em renda fixa.

O economista Leandro Maia explica que esta taxa deve permanecer pelos próximos meses. Deste modo, o investidor tem que diversificar suas aplicações, sempre com a ajuda de um especialista em finanças, pois assim será bem assessorado.

— As aplicações mais atraentes no momento são aquelas que não estão atreladas aos juros da Selic, como o tesouro direto ou mesmo a bolsa de valores. A diversificação de investimentos é a melhor opção no momento — avaliou.

Juros

O segmento que está se beneficiando com as quedas seguidas da Selic é o da construção civil, que ganhou fôlego ao longo de 2019.  

— O motivo é que com a baixa, há o aquecimento dos financiamentos para aquisição da casa própria. E, por consequência, as construtoras aumentam seu ritmo de obras a serem realizadas, fomentando a geração de empregos no setor — explica o economista.

Menor

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu  na última quarta-feira, 5, pelo corte da taxa básica de juros, de 4,50% para 4,25% ao ano (aa). Esta é a menor taxa praticada desde 1996 e o que parece ser o último corte deste ciclo de redução, que começou há dois anos, quando a taxa ainda era de 14,25% aa.

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