Azul, pero no mucho!

A manchete da última edição deste diário deixa claro que a indústria de confecções de Divinópolis passa por um bom momento. Melhor ainda, este é o resultado de destaque dos últimos oito anos no setor. Além das quase 150 vagas preenchidas, cresceu “tudo isto” no último semestre. Assim, os seis primeiros meses foram contabilizados como “estar no azul”. Ou seja: deixou de almoçar para poder jantar, como é o dito popular. Resultado bom – “azul” como afirmou o jornal – mas não foi nada que se possa enaltecer quando se compara com os anos áureos da confecção em Divinópolis.

 O setor...

 ...que é um dos mais importantes da cidade e vê o retorno do gusa mais o crescimento da construção civil, já foi em certo período quase que o único meio de trabalho e de criação de empregos da cidade. Veio à concorrência e com ela os problemas normais da oferta e da procura. No momento em que todas as siderurgias apagaram os fornos ou diminuíram a quase zero a produção do gusa, foi no vestuário que aconteceram as melhores notícias e que deixaram a cidade respirando. Quase no CTI, mas respirando. Hoje a realidade é outra.  Não se trata da cidade, mas sim do país que quebrou, levando junto quase todos os estados e suas comunidades.

 Sem querer falar... 

... mas já falando, há de se culpar quem mandou neste país depois que democraticamente, ou da forma mais republicana possível, Tancredo Neves foi eleito e, sem querer, deixou José Sarney governar o país por cinco sofridos anos. A inflação herdada dos militares já era grande e o presidente até que tentou fazer alguma coisa, com planos financeiros mirabolantes e sem resultado positivo, pelo contrário.

Collor foi eleito pelo voto direto para substituir o maranhense e de cara lançou o seu plano indecente, tirando a poupança do brasileiro para pagar em anos posteriores. Não conseguiu e acabou cassado.

 Sai um meio louco... 

... e entra seu vice, Itamar Franco, mais louco ainda. Só que o mineiro foi feliz em certas escolhas e FHC alçado a ministro da fazenda emplacou o Plano Real, que “realmente” deu certo. Por essa razão foi eleito duas vezes seguidas. O PSDB de FHC ficou deslumbrado e não conseguiu fazer o seu sucessor. Lula ganhou e deu no que deu.

O país foi literalmente à lona, principalmente depois das eleições de Dilma Roussef, uma economista que nem sabe articular as palavras em um discurso, por mais mínimo que seja. Temer nisso tudo foi apenas um coadjuvante que deu certo. Mas após isso, passará por momentos difíceis com os vários processos que o espera.

 Daí... 

...que voltamos ao início. O azul não é tão azul em nenhum lugar. As dificuldades “gentilmente” oferecidas por Sarney e Collor, foram superadas durante um bom tempo. Mas, como o mundo é redondo, as crises no país são cíclicas e sempre estamos voltando ao ponto inicial, mas da pior maneira possível. Hoje não existe o famoso tripé que todo bom político sempre fala em implantar: educação, saúde e... segurança. Pois é, uma depende da outra, só que tudo ficou tão ruim, que não há dinheiro disponível para nenhuma delas. Mas será que não há mesmo, ou apenas falta alguém no governo central, com peito suficiente para implementar as reformas necessárias e fazer o dinheiro aparecer?

 

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