Autor de pauladas em cão é suspeito de participar de homicídio na região

Da Redação

Os autores do crime que matou um cão a pauladas em Divinópolis estiveram na Delegacia da Polícia Civil, com sede na cidade, na segunda-feira, 21. O autor das pauladas, Carlos Adriano de Morais, e a pessoa que filmou, Matheus Nébia de Sousa, prestaram depoimento. Segundo o delegado Leonardo Pio, Carlos Adriano é citado com uma possível participação em homicídio.

Segundo o delegado da Polícia Civil, Leonardo Pio, esses supostos crimes estão sendo investigados.

— Existe um boletim de ocorrência onde tem uma suposta informação dele com crimes violentos na região. O fato vem sendo apurado pela delegacia da área — explicou o delegado.

Pauladas

O crime em Divinópolis chamou a atenção e ganhou repercussão nas redes sociais. Um homem aparece em vídeo agredindo um cão com um pedaço de pau, repetidas vezes. Durante o depoimento, ambos confessaram o crime.

— Eles admitiram, confessaram o envolvimento nas agressões. O Carlos Adriano admite ter sido o autor das pauladas. Ele alega que teria agido daquela forma porque o cão teria comido galinhas que lhe pertence. E o Matheus, comparsa dele, alega que só teria feito o registro. (...) Mas nada isenta Matheus também do crime de maus tratos, com resultado morte do cão — destacou Leonardo Pio.

Ainda segundo o delegado, os autores não souberam precisar a data, mas o crime aconteceu entre o final de agosto e início de setembro do ano passado. O vídeo brutal só veio à tona recentemente, pois, segundo os autores, uma terceira pessoa teve acesso ao material e compartilhou nas redes.

Passagens

O autor das pauladas contra o cão possuiu uma extensa ficha criminal, enquanto que o responsável pela filmagem não tem passagem pela polícia.

O Carlos Adriano possuiu registro policial por ameaça, por lesão corporal, inclusive por crime previsto na Lei Maria da Penha, e um boletim de ocorrência em seu desfavor pela participação e promoção de rinha de galo. Já o comparsa dele não possuiu qualquer registro policial — relatou Leonardo Pio.  

O inquérito policial deve ser finalizado nos próximos dias e enviado a Justiça, indiciando os investigados. Por não se tratar de situação em flagrante, tanto Carlos quanto Matheus respondem em liberdade.

— Para o crime imputado a eles, a nossa legislação não autoriza sequer a prisão preventiva dos mesmos — afirmou o delegado.

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