Atlético muda o discurso

Batendo Bola

José Carlos de Oliveira

jcqueroviver@hotmail.com.br 

 

Ao ser eliminado da Copa do Brasil e da Libertadores 2017, quando ninguém no clube - nem mesmo o mais pessimista dos seus torcedores esperava - o discurso na Cidade do Galo era um só, estava afinado, e o presidente Daniel Nepomuceno era quem ditava o rumo da conversa: “Nossa obrigação é garantir vaga na Copa Libertadores de 2018. Com o time e o elenco que temos, a classificação para a Libertadores tem que ser conseguida a todo custo, é o único resultado que esperamos e queremos”, disse.

Sobrou para Micale 

Pois bem, com o passar do tempo, dos jogos, e os resultados não sendo os esperados pela maioria, bateu o desespero e a diretoria tratou logo de promover mudanças, antes que um desastre maior se instalasse pelas bandas de Vespasiano. E sobrou mais uma vez para o lado mais fraco, o do treinador. Não que se defenda Micale, porque ele também tem culpa no cartório, mas mandar embora o treinador é sempre a primeira escolha, é a postura de dirigentes que não têm competência e nem coragem de assumir suas próprias falhas... Fazer o que? Estamos é no Brasil!

Novos tempos 

Agora que o balde entornou de vez, e escoa água por todos os cantos, o discurso mudou. A boca pequena, a diretoria já admite que a primeira tarefa a ser conseguida pela nova comissão técnica será livrar o clube de algo pior, afastar a qualquer preço o fantasma do rebaixamento. O presidente ainda fala em brigar na parte de cima da tabela, mas já admite que a situação ficou pior do que esperava. E agora é se contentar em chegar aos 45, 46 pontos, e permanecer na elite.

Sem perigo 

Mas não é para tanto. É sim verdade que algumas peças do time não rendem o esperado, mas não há como alguém, em sã consciência, acreditar ou mesmo admitir, que um elenco tão qualificado como o do Atlético não consiga se recuperar a tempo de evitar o pior. O Galo pode até ficar de fora da Libertadores 2018, porque não mostra futebol para chegar lá, mas daí a achar que está tudo perdido vai um imenso abismo. Com um mínimo de boa vontade e esforço de todos, mas todos mesmo, o atleticano pode até terminar o ano sem motivos para chorar e com confiança no futuro. É só trabalhar!

MANGUEIRAS BRASIL 

A briga pelo título

Ao final do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, com o Corinthians protagonizando uma campanha atípica, a infinita maioria, até mesmo seus adversários (pensem apenas nas trapalhadas do técnico Renato Gaúcho, no Grêmio, abrindo mão da briga pela taça antes da hora) já dava como certo o título para o clube paulista. Mas de lá para cá, muita coisa mudou. O tal de Corinthians voltou ao normal, e deu no que deu. Sem os milagres de antes, o mosquito da dúvida está na mente até mesmo dos corintianos.

Boa gordura 

E esta é mesmo a verdade de hoje. O tal de Corinthians é no returno tudo aquilo que se esperava dele deste o início, um time normal, que quando muito poderia brigar por uma vaguinha na Libertadores. O que ainda o salva é que acumulou gordura tal que ainda lidera com folgas, se dando ao luxo de continuar sonhando.

Quem se candidata? 

Mas o duro é ver que o Corinthians só não está numa situação pior porque seus adversários diretos não fazem a parte que lhes compete. Hoje não dá para se apostar em qual time tem bala na agulha para lutar pela taça. O Grêmio? O Palmeiras? O Santos? É! Tá difícil. E é a falta de adversários, de candidatos para pelo acossá-los, que dá aos corintianos a tranquilidade para continuar sonhando. Do contrário, já era.

Domingo é o Cruzeiro 

E fatores, os mais diversos, ainda aparecem no horizonte para dar uma ajudinha ao Corinthians. Para domingo próximo o adversário será o Cruzeiro. E ninguém sabe ao certo qual Cruzeiro estará em campo no final de semana. O time eufórico pelo penta, ou a equipe cabisbaixa pela perda da Copa do Brasil. A final foi ontem, e seja qual tenha sido o resultado, este pode e deve sim influenciar no desempenho dos atletas no domingo. Se vai ou não ser uma boa para o Corinthians, somente os deuses da bola podem responder.

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