Atlético está na contramão

Batendo Bola

 José Carlos de Oliveira 

jcqueroviver@hotmail.com.br 

Faltando apenas sete partidas para o término do Campeonato Brasileiro, e pouco mais de um mês para o fim da temporada, a diretoria do Atlético decide que nada estava dando certo pelas bandas de seu CT, e parte para um recomeço. Mas o pior, é que novamente fazendo uma aposta.

 O que era bom... 

Há pouco menos de três semanas, era senso comum que o Atlético começava o seu planejamento para a próxima temporada. E tudo fazia crer ser esta a verdade, e os longos contratos feitos - alguns de cinco anos - com os novos jogadores, colocavam as cartas na mesa. Alexandre Gallo e Thiago Larghi eram prestigiados e já pensavam no Atlético do futuro.

 ...já não é mais 

Veio à pressão por parte da torcida, e os ‘caras’ foram mandados embora. Receberam um belo de um chute no traseiro e deixaram o trabalho a ser completado por seus sucessores. Até aí tudo bem, pois se as coisas não caminham bem, o certo é mudar mesmo, mas...

 ...E agora? 

Ninguém sabe o que virá pela frente. A vaga para a Libertadores no ano que vem passa a ser a bola da vez, e sem ela todo o planejamento para os próximos meses estará comprometido. Sem maiores receitas, a diretoria não terá como apostar em reforços de peso.

 Aposta, não 

Ceder à pressão da torcida e mandar Gallo embora até que não seria o caos, e era até um direito do presidente Sette Câmara, mas colocar em seu lugar um novato no ramo, alguém sem nenhuma experiência como diretor de futebol, já é o fim da picada e pode esquentar ainda mais a fogueira para as bandas da Cidade do Galo.

Por mais ídolo que Marques seja da Massa alvinegra, ele não tem a força e experiência que um cargo deste nível (ainda mais num clube da grandeza do Atlético) exige. Pode até ter boa vontade e carisma, mas só isto não basta nestas horas.

 É muita mudança de direção

 Mas o pior de toda esta triste história é ver que o Atlético continua órfão de Eduardo Maluf. Desde sua morte, há quase dois anos, Marques é o quarto nome a ocupar o cargo. Antes dele, assumiram a direção de futebol do clube: André Figueiredo, Domênico Bhering e Alexandre Gallo. E é este o maior pecado do alvinegro: fazer apostas e não partir para um nome de peso.

E agora que são elas. Até o final do ano, o futuro do time e os sonhos da Massa estarão nas mãos de Marques, e a torcida de todos tem que ser para que ele faça alguma mágica, tire algum ‘galo’ da cartola, e recoloque o Atlético nos trilhos da vitória. Do contrário, mais drama ainda está por vir.

 MANGUEIRAS BRASIL

Jogar por amor, ou por terror 

Ainda sobre esta história da troca de comando no Atlético, vai um pensamento que deveria se encaixar em todos os clubes de futebol do Brasil. Ao dar razão a uma parte de sua torcida, e ceder à pressão feita por ‘organizadas’, os diretores jogam contra o próprio patrimônio.

 E tem mais 

Este pessoal que gosta de ‘botar marra’, falar que tem que jogar por amor ou será por terror, pode ser tudo, menos torcedor de futebol. Ao pressionar os diretores, esta parte da torcida (felizmente a minoria) olha é para os próprios umbigos, querem é seus quinze minutinhos de fama. Nada mais que isto.

 Erros e acertos do VAR 

Mais uma vez uma partida da Libertadores, entre brasileiros e argentinos, é decidida em lances polêmicos, com a ajuda dos Árbitros de Vídeo (VAR). E novamente os brasileiros foram os últimos a chorar. Se nas quartas de finais foi o Cruzeiro, agora nas semifinais é a hora de o Grêmio reclamar das decisões dos árbitros.

E não tem nem como culpar ou criticar os gremistas, afinal em lances de interpretação o futebol nunca chegará a um consenso, sempre terá os dois lados. Pena que mais uma vez foi o Brasil que se deu mal.

 

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