Atenção vereadores

 Vocês têm duas saídas para a crise: aprovar o projeto de Lei de autoria do Prefeito Galileu, que define a planta de valores do município de Divinópolis para fins de cálculo do IPTU ou mostrar força política e obrigar o Governador Pimentel-PT a liberar os R$ 108 milhões da prefeitura que ele segura em seus cofres. Fora isso, a Prefeitura fecha as portas!

 Política é igual nuvem

 "Política é como nuvem: você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou". Esta frase atribuída ao ex governador Magalhães Pinto, mais do que nunca é atualíssima. Na coluna de terça-feira (11), admiti jogar na previsão de que onze vereadores votariam contra o pedido de impeachment do prefeito Galileu Machado, protocolado pelo edil Sargento Elton na Câmara Municipal. Já não me arrisco mais. O quadro de votação muda a todo momento. Por telefone, por WhatsApp, Messenger, pessoas entram  em contato comigo, com informações novas, dando conta de que o prefeito Galileu Machado corria risco de perder o mandato porque edis da sua base de sustentação política estariam dispostos a apoiar o pedido de impeachment.

 A grande dúvida dos vereadores

 Começa em janeiro de 2019 o terceiro ano de mandato dos atuais vereadores. Em junho, iniciam-se as articulações para a eleição de 2020 e os edis já começam a olhar para seu umbigo e entrar na estratégia do “salve-se quem puder” ou “farinha pouca, meu pirão primeiro‘.

Explico: alguns vereadores não acreditam mais que Galileu Machado tenha forças política e administrativa para tirar a prefeitura da calamidade financeira em que se encontra e não querem ir para a cova do desgaste político com ele. Desse modo, tendem ao raciocínio de que votar a favor do impeachment de um prefeito que atrasa e parcela salários e que não consegue cumprir suas promessas de campanha, passa a ser a melhor opção para salvar seu próprio mandato e garantir a reeleição em 2020.

 Estelionato eleitoral

 Todas as pessoas que votaram em Galileu Machado para prefeito, sabiam da sua história ou procuraram conhecê-la. Vereadores que o apoiaram, sabiam de cor e salteado que Galileu tinha na prefeitura um histórico de desrespeito aos direitos dos servidores. Em mandato passado, atrasou 3 meses de salários e o 13 º.  Desta vez, eleitores (incluindo os vereadores) que votaram em Galileu para prefeito sabiam que ele assumiria uma prefeitura sob calamidade financeira e que as finanças do Estado de Minas também estavam um caos. Assim, quem tragou as promessas de campanhas irrealizáveis do candidato emedebista Galileu, o fez por paixão política, pois era óbvio que diante da falência do Estado, as prefeituras também iriam para o mesmo caminho. E então, quem enganou quem?

 Galileu sabia que a prefeitura era ingovernável

 Durante a campanha, a oposição à candidatura Galileu Machado alardeou por toda Divinópolis que as absurdas promessas de campanha de Galileu Machado eram um engodo, tendo em vista o desastre financeiro na prefeitura. A oposição divulgava também que decisão do juiz eleitoral Marcelo Paulo Salgado considerou candidato Galileu "inelegível", em consequência de sua condenação "por infração ao art. 1º, inciso I, §1ºe §2º do Decreto-Lei nº. 201/67, com pena de dois anos e seis meses de reclusão. E mais os 58.443 eleitores de Galileu e os edis que o apoiaram, sabiam que a juíza Andréia Ferreira Barcelos, da 102ª Zona Eleitoral, acatou o pedido formulado pelo Ministério Público Eleitoral, por meio dos promotores Calixto Oliveira Souza e Fábio Barbieri Caetano, determinando a impugnação da candidatura a prefeito de Galileu Machado. E para pedir a impugnação da candidatura de Galileu Machado, o Ministério Público Eleitoral, de acordo com Calixto Oliveira, conseguiu levantar oito ações criminais e 17 ações civis públicas em tramitação contra Galileu Machado. Por tudo isso, sou levado a afirmar que o candidato Galileu Machado, conhecendo a existência do decreto do ex-prefeito Vladimir Azevedo de calamidade financeira da prefeitura de Divinópolis, prometeu o que sabia que não podia cumprir. Por outro lado, os vereadores que apoiaram a candidatura, estando também a par de todos esses fatos, foram cúmplices deste estelionato eleitoral.

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