Ataques de c√£es soltos na rua

Maria Cândida - Rotativa 

 

Estávamos a amiga e eu atravessando a rua São Paulo, próximo do Santuário, quando vimos e ouvimos, próximo, latidos agressivos vindos de cães raivosos agredindo um senhor que tentava passar. Ele se defendia e espantava os cães, mas eles redobravam no assédio, e o agredido fizera do boné uma arma de defesa, apanhava celular do chão, com proteção quebrada, se recompunha, e ganhava o passeio, onde mais pessoas assistiam ao espetáculo canino, assustadas como eu. Algumas enxotando-os e tocando os animais enfurecidos. O senhor atacado, assustado e livre, já liberado do ataque canino, se recompunha do susto. Restaram o susto dos assistentes e a indignação.

Afinal: Divinópolis, que cidade é esta onde o cidadão disputa espaço e direitos com cães na rua? Até quando? Nossa qualidade de vida já foi melhor, tínhamos até no parque florestal um espaço onde cães vacinados, apanhados na rua eram colocados até mais atenção necessária.

Mas, no caso, o capítulo seguinte era chamar a polícia e solicitar solução para aquele momento, vez que ajuntara espectadores a comentar e esperar providência. Daí que ouvimos dos policiais que era para irmos à Prefeitura na seção ambiental para resolver a questão porque eles o que poderiam fazer...? O que mesmo? Soltar os caninos vez que não tinham para onde levá-los.

Nesta altura, cada presente testemunhava situação de ataque canino nas ruas de Divinópolis que até o levara atrás de curativos e remédios em hospital. E a esquina ia enchendo e esvaziando e, curiosamente, cada presente jurando que não era dono de nenhum daqueles cachorros, nunca os viram e que a situação exigia atenção da Prefeitura, que vereadores deveriam assumir responsabilidade também, que em cidade vizinha, não havia aquele espetáculo de cães soltos e agressivos etc. etc. Virara comício e sem providência à vista.

Resta um momento de reflexão. A continuar deste jeito, já

o divinopolitano não terá direito de usar as ruas de sua cidade sem ataques caninos. E mais: não terá direito de morar em prédios altos, lá em cima, mesmo com a cidade crescendo e o espaço térreo rareando? Não poderemos mais ter em casa um cãozinho, que já ganhou o apelido de ser o melhor amigo do homem? E quem nos guarda de ladrão que cresce em quantidade e risco.

Não deve ser bem assim. Vi na Alemanha, vizinhos há muito tempo, cidadãos alinhados, bem vestidos, passeando com cachorro amarrado numa cordinha e carregando junto uma sacolinha onde colocava as fezes do cachorrinho recolhidas na caminhada. Tudo muito naturalmente e elegante. Hoje, o expediente é copiado por tantos, com algum sucesso... Parecia brincadeira, mas o que não pode continuar acontecendo é a rua virar a ser o quintal do dog para suas fezes etc. 

Quem ama e precisa, cuida. Não nos esquecemos de que a CIDADE é para o CIDADÃO.

Multa para quem deixar cachorro sem vacina e solto nas ruas é o mínimo da exigência que o povo merece e precisa.

Para isto aí está a Lei Federal 9.605/98 que reza que o ato de deixar o cachorro nas ruas é questão de maus-tratos para os animais e para nós, o povo. Daí que é cobrar fiscalização da Vigilância Ambiental, setor de Zoonoses, com multas pesadas pelos maus-tratos, aos animais e aos cidadãos.

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