Atacado & Varejo

Wagner Penna

O crescimento do comércio on-line no universo fashion, começa a provocar alterações inesperadas no setor. Para começar, as compras que os lojistas fazem nas confecções para venderem em suas lojas também estão sendo feita pelo e-commerce. Isso elimina viagens e outros gastos. As lojistas, por sua vez, transformaram-se para vendas virtuais – e muitas viraram blogueiras para divulgar o seu próprio negócio. Deu certo.

Mas o ponto crucial dessa mudança é o confeccionista fazer sua venda direta ao consumidor final. Às vezes fazem isso com preços menores que o próprio lojista que comprou dele para revender na loja. A grita foi geral – gerando um impasse. Afinal, esse "pequeno" detalhe pode triturar o varejo fashion.

Vamos esperar para ver como é que fica.

VAIVÉM

  •  No vaivém da temporada de lançamentos do verão 2021(sob pedidos) em Beagá, surgiu uma marca ícone do momento. É a Amitee, que faz peças confortáveis (o estilo "comfy"), só que bordadas e mais sofisticadas – e lindas.
  • O Salão Casamoda foi ao ar, em São Paulo, reiniciando a temporada de vendas e lançamentos de moda no principal polo fashion do país. E chegou com novo formato, isto é, com vendas sob pedidos, em pronta-entrega e até com mostruário do inverno 2020  para  algumas marcas fecharem bem a estação.
  • Um sucesso a entrevista com o Vander Martins (Skazi) na live do Casamoda, na qual disse que lançou seu verão 2021, em julho, por confiar no mercado e para mostrar otimismo diante da crise. Disse que o resultado foi bom, com vendas bacanas.

PONTO FINAL.

O balanço dos desfiles europeus (presencial ou virtual) apontou a marca Dior como a que mais vantagens obteve – as vendas encostando na super campeã, Chanel. No quesito divulgação, ganhou a Valentino – e seus vestidos brancos balançando nas alturas. Apareceu em todos os cantos do planeta. Em beleza, o desfile do Jacquemus, num trigal, venceu de longe. 

 

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