Associação de advogados e Procon em Divinópolis estão na mira da Copasa

Ricardo Welbert

A Associação dos Advogados do Centro-Oeste (AACO) e o Programa do Consumidor (Procon) de Divinópolis instauraram, separados, ações contra a Companhia de Saneamento (Copasa) por conta de problemas percebidos na qualidade do serviço prestado pela empresa.

A AACO colheu relatos e assinaturas de 500 consumidores. De acordo com a entidade, cerca de 800 deles afirmam ter procurado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por passarem mal após beberem água fornecida pela empresa.  

O presidente da Comissão de Direito do Consumidor da entidade, explica que a ação pede um posicionamento da UPA sobre os casos registrados após um período de desabastecimento, quando a água chegou turva e com cheiro forte a muitas casas.

— Também pedimos que a Copasa garanta a continuidade do abastecimento. Os próprios representantes da empresa já declararam que atual estrutura de captação, tratamento e distribuição de água não atende à demanda da cidade — disse ele, citando a construção do reservatório do Serra Verde.

A AACO também cobra manutenção preventiva, pois entre setembro e outubro deste ano a falha em uma bomba e a falta de outra reserva deixaram mais da metade da cidade sem água.

 Procon

 O Procon instaurou um processo administrativo contra a empresa e pedindo a restituição imediata dos valores pagos pelos consumidores que se disseram prejudicados pela água fornecida. De acordo com o gerente Ulisses Couto, a concessionária poderá sofrer sanção administrativa, com multa de até R$ 10,1 milhões. A penalidade é prevista no Código de Defesa do Consumidor.

Ainda segundo o Procon, quem bebeu a água de qualidade duvidosa correu risco de passar mal. Uma audiência de conciliação com a Copasa foi marcada para 12 de dezembro.

Outro lado

A Copasa informou que não recebeu as notificações sobre essas ações e que deverá se pronunciar sobre os casos quando recebê-las.

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