Assim que se faz

Fazer jornalismo se tornou uma luta. Fazer jornalismo diário então, é arte, é poesia, é maestria. O jornalismo sério, comprometido com informação, com o leitor, com a verdade, nunca lutou tanto para sobreviver como agora. É sobreviver à ignorância propiciada pela educação de baixa qualidade, sobreviver às fake news e até mesmo à veículos de comunicação que não são comprometidos com a notícia. E muito menos com o leitor. Fazer jornalismo sério é uma dádiva. Dádiva esta que o Agora carrega em seu “sangue”, em seu “DNA” há 47 anos. Pela redação, já passaram profissionais do mais alto gabarito. E foi da redação também que saíram outros tantos gabaritados, que hoje exercem funções de grande importância no mundo político. Profissionais que carregam em suas veias o compromisso com a verdade, com a informação, com a notícia. Compromisso este que o jornal tem com cada divinopolitano, desde sua primeira edição.

Muitos dizem por aí que o jornal impresso vai acabar. Mas, não, a coisa não é bem assim. A crise veio para o impresso, é inegável. Porém, os bons e perseverantes sobreviveram e se mantêm de pé. Só os comprometidos com o jornalismo sério conseguiram sobreviver à internet e continuam na luta contra as fake news. Só os comprometidos com o leitor continuam exercendo a arte de comunicar, e com muita maestria. Para quem não entende muito como funciona um jornal, é basicamente uma engrenagem. Todas as peças devem estar rigorosamente alinhadas. E o coração desta engrenagem se chama “redação”. É de suma importância que um grande jornal que se preze tenha bons profissionais, tenha jornalistas que amam o que fazem e que já estão predestinados à rotina de pautar, produzir, fotografar e editar o conteúdo, até que ele chegue até você: leitor.

Do início ao fim deste processo, o profissional deve, antes de tudo, ter respeito. Respeito com o nome da empresa, com o seu nome, com a informação, com o leitor e com o colega. O inciso dois, do artigo segundo do Código de Ética do Jornalismo, diz o seguinte: “a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público”. Apenas no trecho “se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público”, estão implicadas muitas coisas, entre elas, ao produzir uma matéria, dar o direito do contraditório a todas as partes envolvidas e ser fiel aos fatos. Em outras palavras, não distorcê-los. Em seus 47 anos de história, o Agora tem dentro de si, em sua essência, trazer sempre a veracidade dos fatos. Criar polêmica barata, distorcer a informação não é e nunca foi o viés utilizado por este impresso, que faz arte em forma de jornal, de terça a sexta-feira.

Já dizia Gabriel García Márquez: “Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade [...] Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte”. E há 47 anos o Agora vive essa paixão incansável, comprometida com a informação e com os fatos.

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