As trilhas das bikes

Amnysinho Rachid

Com esta pandemia, acredito que o que mais cresceu foi o número de ciclistas. Com o fechamento das academias, os exercícios ao ar livre ganharam uma galera expressiva.

Eu sou suspeito para falar da bike, pois sou adepto deste esporte desde que me entendo por gente, há pouco tempo. Na minha época, éramos mais modestos e os modelos das bikes eram poucos:  Monark, Caloi ou Monareta, eram grandes ou pequenas, e também os famosos camelões.

Hoje, a coisa mudou muito: estão sofisticadas e cada vez mais leves, são qualificadas por aros 23, 25, 29 e por aí vai. Temos das mais simples até aquelas que valem o preço de um carro, sem falar das elétricas.

Nossa cidade é toda recortada por várias saídas levando a várias localidades rurais que agora ganharam uma nova cara, literalmente viraram ciclovias.

Interessante é lembrar que há pouco tempo as coisas eram bem diferentes. Quem não se lembra que a chegada da nossa cidade para quem vinha de BH, Itaúna e várias cidades da região era pelo bairro Niterói? Ainda não existia o anel rodoviário, imagina como era difícil!

Para se ter uma ideia, quem vinha de Belo Horizonte e seguia para a região de Formiga, Piumhi, Pimenta, Furnas e até São Paulo era obrigado atravessar a cidade inteira.

Quem hoje desce a avenida JK no sentido bairro Bom Pastor não imagina que antigamente nosso trajeto era pela Usina Gravatá, pegando uma estradinha de terra que seguia na lateral do rio Itapecerica até na Cachoeira do Caixão –era na verdade um grande pasto.

Uma outra estrada que tinha na época um grande movimento era a dos Batistas, que ligava nossa Divinópolis até Nova Serrana, Araújos, Pará de Minas e outras mais. Sua entrada era onde está localizado o bairro Liberdade, me lembro que era um poeirão louco.

Hoje um dos melhores caminhos para trilha de bike é o sentido Cachoeira do Caixão, Choro, Serra Calçada, Cruz de Todos os Povos, Cacôco e muito mais. As trilhas estão lotadas de pessoas de todas as idades, o mais importante é a segurança que este grande fluxo traz para a região, além do desenvolvimento comercial que está acontecendo.

Agora, o melhor das trilhas são os casos! Vocês não imaginam a resenha dessa turma. Outro dia mesmo, tomei a frente e fiz minha turma seguir uma estradinha – certo de onde estava indo – e estava tudo errado, não tinha saída. Viramos para trás e mandamos ver.

E assim estamos vencendo esta pandemia, fazendo dentro das normas um mundo melhor.

E eu continuo aqui, na TOK EMPREENDIMENTOS, rua Cristal, 120, Centro.       

rachidmendes@hotmail.com

                        

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