Arte de conduzir

Confúcio, filósofo chinês, promoveu uma ordem social baseada na ética.  Alguns historiadores injustamente o chamaram de ateu, mas como seria possível conceber a ausência de Deus, numa doutrina sustentada pela virtude, justiça e elevação da consciência.  As virtudes seriam a forma mais estética da expressão Divina. Por isto, Confúcio dizia: “o viver e entender a Deus só é possível nas almas desenvolvidas e robustecidas pela virtude.”

Outra passagem de Confúcio, dizia que “antes de servir aos Deuses, preocupa-te de servir aos homens que te rodeiam, de fazê-los nobres, valorosos, honrados, justos e virtuosos; e uma vez realizado o anterior dedica-te aos Deuses”.

Realmente faz todo o sentido buscarmos uma sadia relação com as pessoas que nos rodeiam antes de buscarmos qualquer aproximação e amizade com os Deuses. Todos os mestres deixaram ensinamentos claros e diretos sobre o caminho que devemos seguir, relacionando o amor ao próximo com a reta convivência.

Confúcio apresentava-se como um professor sacerdote quando dizia: “Me devo indistintamente a todos os homens, porque considero a quantos povoem a terra como membros de uma só e mesma família, na qual tenho a sagrada missão de Instrutor”. 

Realmente é admirável e digno de destaque uma pessoa que representa este sentimento de amor, que vai muito mais além das pessoas que envolvem sua família, mas engloba a todos os seres. Esta é a verdadeira visão política, qualquer coisa fora disto, é ensaio de uma peça teatral fadada ao fracasso.

A filosofia à maneira clássica entende a política, da mesma forma que também entendiam Confúcio, Platão e Pitágoras, como sendo “a ciência e a arte de conduzir, educar e harmonizar os povos, elevando-os, não os arrastando, desde os seus fundamentos físicos e biológicos até os cumes da realização, nos aspectos emocional, mental e espiritual”.

Confúcio também dizia: “se guias o povo por medidas governamentais, e se o regulamentas pela ameaça do castigo, esse povo procurará evitar o cárcere, mas carecerá do sentido de honra. Guia o povo pela virtude e o povo terá sentido de honra e de respeito.” Surge aqui novamente, a pedagogia do exemplo, ou seja, as pessoas quando guiadas, precisam de um modelo, que será para elas uma referência a ser seguida.

O governo para funcionar deve ser sinônimo de Lei e de Justiça, sem nenhuma sombra de dúvida, se não for assim, demonstrará o quanto longe está de sê-lo.                     

Divinópolis, 07 de Junho de 2018.


Professor e Filósofo à maneira clássica
Elismar José Alves
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