Arroz, feijão e carne têm preços estáveis, aponta pesquisa

 

Jorge Guimarães  

Qual brasileiro não se rende ao um prato com arroz, feijão, bife e batata frita? Ainda mais se o preço é convidativo. Ainda mais agora que o valor dos itens que compõem o prato ficou, em média, 3,90% mais barato nos últimos 12 meses, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Getúlio Vargas. O custo médio dos gêneros comprados nos supermercados caiu -3,32%.  

O destaque vai para a carne bovina que, sozinha, compromete 2% do orçamento familiar, um dos mais altos entre os alimentos. A elevação do preço, de 1,47%, veio abaixo da inflação pelo IPC/FGV e, portanto, não apresentou aumento real. Outro item que registrou queda expressiva foi a batata -48,58%. Já o preço do arroz reduziu 5,93%.  

Dupla   

O arroz e o feijão, por exemplo, presentes diariamente nas mesas brasileiras, assustaram muitas famílias em razão dos altos preços no decorrer de 2016. Agora, o que se vê nas gôndolas dos supermercados é o preço do feijão carioquinha, o mais tradicional, voltando a sua normalidade com os preços oscilando entre R$ 2,79 a R$ 3,68, dependendo da marca e tipo. Vale lembrar que em boa parte do ano passado, o quilo passou dos R$ 10. Já o pacote de cinco quilos do arroz tipo agulhinha, gira em torno de R$ 8,79 a R$ 17,43. Outro que não pode faltar nesta combinação é o alho, que bateu na casa R$ 20 e agora está sendo comercializado a R$ 7,90. 

Preços 

Nas gôndolas e açougues de uma loja do Centro da cidade, as chamadas carnes de primeira como a alcatra o era vendida a R$ R$ 17,90 o quilo, e a chã de dentro a R$ 16,90. Mas da também para fazer um bife enrolado com cenoura, com paleta ou acém, que saia a R$ 11,90 o quilo. O tomate, que já foi vilão estava R$ 1,99 e batata a R$ 1,69. Os ovos brancos, duas dúzias e meia, eram comercializados a R$ 6,99, ou seja, cada ovo saia por R$ 0,24. A cebola que não poderia ficar de fora num prato que leva arroz, feijão, bife, batata e tomate era vendida a R$ 1,49. 

Safra  

A produção brasileira de feijão deve chegar a 3,07 milhões de toneladas na safra 2016/2017. O número corresponde a um aumento de 22% em relação à safra passada, de 2,51 milhões de toneladas. Este cenário de maior oferta de feijão agrada aos produtores e também aos consumidores, já que o preço médio da saca de 60 quilos deve ficar entre R$ 150 e R$ 200 e a unidade nas gôndolas dos supermercados girar na faixa entre R 3 e  R$ 5. Assim, os preços devem estacionar ate o final do ano.   

— A tendência é que os preços destes produtos fiquem equacionados neste patamar até o final do ano. No caso do feijão é quase que 100% esta possibilidade, tendo em vista que produtores têm o alimento em grande estoque, pois com a alta do ano passado muitos apostaram na cultura e o que se vê hoje é que a oferta esta maior que a demanda, assim o preço cai ou se mantém — detalha o gerente de uma loja de supermercados, Sérgio Antônio.   

A dona de casa Sheila Pereira, diz que quando o feijão estava em alta, cortou o consumo pela metade.  

— Aí não fazia todo dia. Mas do final do ano para cá, os preços caíram e voltei a tê-lo na mesa todos os dias. Nada melhor que um feijão nas refeições, seja ele tropeiro, em calda, batido ou no tutu — disse.  

 

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