Apostando no caos

Alguns vereadores estão brincando com a realidade financeira/administrativa da Prefeitura. O Governo Galileu Teixeira (MDB) não tem caixa para pagar salários dos servidores, em dia, nem para resolver o caos na saúde pública e menos ainda para atender as demandas sociais do Município. E os edis não lhe dão aumento de receita via aprovação da revisão da planta de valores do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e não mostram força política para cobrar do governador de Minas os R$ 101,5 milhões pertencentes à Prefeitura e presos nos cofres do Estado. Será que há uma estratégia política/partidária em andamento para inviabilizar o governo Galileu Machado?

 Quanto pior melhor

 Será que alguns edis querem é inviabilizar a Administração Galileu Machado? Explico as evidências, repetindo: “O Governo Municipal não está propondo aumento do IPTU e sim a revisão da planta, para corrigir as distorções dos valores em relação ao bem imóvel de antes e ao que é agora”. É sabido que existe até ausência de valores em certos casos ou pessoas em Divinópolis cujo imóvel sequer foi lançado na Prefeitura.

Há condomínios de luxos, mansões, pagando centavos de IPTU e outros disparates desse estilo. A impressão que se tem é que alguns vereadores não sabem disso. Rever “a planta do IPTU é apenas buscar corrigir os desajustes ou desconformidades existentes”. Mas, a oposição ao governo municipal deixa passar para a população a falsa ideia de que Galileu quer aumentar o IPTU, propiciando claque na Câmara para se insurgir contra a revisão. Aí fica no ar a pergunta que o vereador Marcos Vinicius fez no seu discurso na reunião ordinária da Câmara no dia 13/12/18: “A quem interessa esta planta de valores, absolutamente desatualizada?”, Indagou preocupado o edil.

 Câmara dá com a mão e tira com o pé

 Alguns vereadores estão mesmo brincando com o destino de Divinópolis. A Casa Legislativa, que é uma ilha paradisíaca dentro do caos urbano e social de Divinópolis, e que já pagou o 13º salário e que mantém rigorosamente em dia o pagamento mensal dos seus servidores e dos vereadores e que custa aos contribuintes em torno de R$ 76 milhões em quatro anos de mandato, não autoriza a abertura do processo de impeachment do alcaide, mas também não lhe dá aumento de receita, via aprovação da revisão do IPTU. Por isso só, posso concluir que alguns vereadores querem ver o Prefeito Galileu Machado à míngua, até o fim do mandato.

 Estratégia equivocada dos servidores e população

 Estive na Câmara ontem acompanhando a reunião extraordinária para votação da Planta Genérica de Valores do Município de Divinópolis, para fins de lançamento do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU em 2019 e a operação de crédito com o Banco do Brasil para a realização do georreferenciamento. Ambos projetos foram rejeitados pela maioria dos vereadores. E seria cômico se não fosse trágico ver cidadãos e servidores municipais, reclamando dos edis a falta de serviços urbanos essenciais e atrasos de salários e ao mesmo tempo exigindo deles que votassem contra a revisão da planta do IPTU e a verba para contratar o serviço de georreferenciamento. Ora, estes dois projetos são exatamente os que, se aprovados, daria ao Governo Galileu aumento de receita, capaz de colocar em dia os pagamentos dos salários dos servidores e de atender às demandas urbanas e rurais da população.

 Recebeu voz de prisão? Não resista!

 A população de Divinópolis ficou estarrecida com a ação da Polícia Militar ao prender um ambulante que vendia goiabas no quarteirão fechado da rua São Paulo. Os policiais militares foram acionados pelos fiscais da prefeitura. Segundo informações, o ambulante resistiu à prisão e aí ele cometeu um grande erro. Explico: quando policiais militares flagram uma pessoa suspeita de estar praticando atos ilícitos ou quando saem em busca de suspeitos obedecendo a mandado de prisão, é inútil resistir. Se o suspeito resiste à voz de prisão de dois policiais, estes vão chamar mais dois, três e até mais se precisar. E não cabe aos policiais discutir se os suspeitos são inocentes ou não. Cabe a eles cumprir o que manda a lei. Então, o correto é não resistir à voz de prisão. Se há argumentos contrários, deixe para ar explicações ao delegado ou ao um juiz. São esses que saberão qual é a decisão cabível.

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