Após anúncio de aumento na taxa de esgoto, Copasa afirma que impacto na conta será de 36,52%

Gisele Souto

O andamento das obras da ETE Itapecerica, o aumento na taxa de cobrança no tratamento do esgoto e a situação dos bairros que ainda não possuem estrutura para receber as canalizações de ligação à Estação de Tratamento foram assuntos de uma coletiva de imprensa realizada ontem pela Copasa. As explicações foram dadas pelo diretor de operações no Centro-Oeste, João Martins, no canteiro de obras da ETE, que fica nos encontros dos rios Itapecerica e Pará, local conhecido como “Cachoeira do Caixão”, no fim do bairro Candelária, região Norte da cidade.

As obras

As obras avançaram margeando o rio, primeiro foi o Candelária. Agora são realizadas na rua Pitangui, próximo a um ponto do Córrego do Bagaço e no bairro Manoel Valinhas. Já começou também a instalação dos interceptores, o sistema de bombeamento que recebe o esgoto das redes coletoras, já presentes debaixo das ruas e calçadas, canais que ligam à estação de tratamento.  Os bairros Candelária, Manoel Valinhas, Orion, Jardim Betânia, entre outros, receberam 10.750 metros de interceptores. Ao final do serviço, a quantidade de metros de interceptores vai chegar a 74.400.

Cobrança

Após o início da coleta, todo o esgoto dos bairros Manoel Valinhas 1 e 2, Espírito Santo, Halim Souki, São Luiz, São Geraldo, São Lucas, Dom Cristiano, Fonte Boa, Prolongamento do Bom Pastor, parte do Santa Clara, Padre Libério, parte do Santa Martha, e Jardim das Oliveiras, do Bom Pastor, Liberdade, entre outros, começará a ser tratado. Só depois haverá o início da cobrança. A previsão é julho próximo e a cobrança virá nas contas de agosto. O valor a mais será de 36,52%, garante João Martins, e não de 90%, conforme propagado. Isso, segundo ele, para mais de 80% da população da cidade.

O superintendente ainda explica que essa cobrança é regulamentada pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário (Arsae) e praticada nas cidades em que a empresa possui concessão.

Bairros

Alguns bairros, como Jardinópolis e Del Rey, não possuem redes coletoras de esgotos. Assim, para que elas cheguem até os interceptores da ETE, a obra precisa ser realizada primeiro, tendo em vista que toda a cidade será atendida. Nestes bairros, João Martins conta que, em parte deles, a própria Copasa vai realizar a melhoria. Outros que não possuem nem rede coletora nem interceptores, como Jardinópolis, estão contemplados em um convênio que o Município tem com o Ministério das Cidades, por meio da Caixa Econômica, dentro do Programa PAC Saneamento para Todos. Estas obras, conforme explicou João Martins, estão sob responsabilidade da Prefeitura.

— A Copasa, através de um convênio a ser formalizando com o Município, vai participar junto a ele na fiscalização e no acompanhamento destas obras. Depois de prontas, a Copasa vai assumir a operação da infraestrutura e incorporar ao seu patrimônio e indenizar a Prefeitura por estes ativos — conclui.

A previsão é de que, em dezembro deste ano, a infraestrutura esteja completamente implantada na cidade.

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