Apesar de alta, crescimento da fundição não alcança meta

Pablo Santos

A Associação Brasileira de Fundição (Abifa) confirmou a instabilidade na produção de fundidos. Por dois meses, no acumulado do ano, o percentual de crescimento se manteve sem alterações. Apesar de positivo, o resultado ainda está longe das projeções de 7% no Brasil e 4% na região Centro-Oeste de Minas.

No ano, o setor acumula 1,77 milhão de toneladas fundidas; 2,6% a mais na comparação com os nove primeiros meses de 2018. Em relação a 2017, a elevação é de 6,3%, apontou a Abifa.

Conforme os dados da Abifa, em setembro, a indústria brasileira de fundição produziu 194.332 toneladas, o que corresponde a alta de 2,3% em relação ao mesmo mês de 2018.

Ainda de acordo com as informações da associação, o ferro fundido lidera a produção no país (1,42 milhão toneladas), seguido do aço (199.452 toneladas) e dos metais não ferrosos (146.822 toneladas).

O principal destaque, no entanto, é a alta acumulada dos aços fundidos, totalizando 12,3% até setembro. No comparativo com 2017, o percentual de crescimento é ainda maior: 43,6%.

O mercado interno foi o principal consumidor dos fundidos produzidos em setembro (164.323), representando 84,5% do total.

No ano, a demanda interna de fundidos já soma 1,48 milhão toneladas. O volume representa 83,9% do total produzido em 2019.

No comparativo interanual (2019/2018), a alta do consumo interno de fundidos no Brasil é de 3,8%, considerando os meses de janeiro a setembro.

Por outro lado, as exportações seguem no sentido oposto. Entre janeiro e setembro, 284.117 toneladas de fundidos foram exportadas, ou seja, 16% da produção acumulada de 1,77 milhão toneladas.

Na comparação interanual (2019/2018), a queda dos embarques até setembro foi de 3,2% em relação a 2018 (em peso). Em valores, o recuo foi de 6,0%.

Centro

A previsão de crescimento da produção de fundidos de Divinópolis e região é chegar a 4%. Já no país, a expectativa era um crescimento maior: 7%.  A produtividade nacional de fundidos tem incremento da indústria de automobilística e, no Centro-Oeste de Minas, a produção atende outros segmentos com volume menor de produtividade.

No ano passado, a produção de fundidos avançou 4,2% no Centro-Oeste. Já no Brasil, o crescimento foi maior: 6,3%, apontaram os dados da Abifa.

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