Apenas profissionais de saúde podem prescrever remédios, diz especialista

Da Redação

Nem o vizinho, nem o grupo de Whatsapp ou o influenciador de redes sociais são as pessoas mais adequadas para prescrever medicamentos. A afirmação é da presidente do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF-MG), Júnia Célia de Medeiros. Ela foi a convidada da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para ministrar a live “Uso racional de medicamentos: entenda os riscos da automedicação”, nesta sexta-feira, 3. A atividade marcou a Semana de Conscientização e Combate à Automedicação.

Com grande experiência na área de urgência do Sistema Único de Saúde (SUS), a especialista em saúde pública disse que nutricionistas, veterinários e odontologistas podem prescrever apenas alguns medicamentos que tenham relação com a sua área de atuação, enquanto farmacêuticos podem receitar medicamentos isentos de prescrição (mips).

Entretanto, segundo ela, os médicos são os profissionais mais adequados para prescrever remédios para os cuidados com a saúde.

— Infelizmente temos no Brasil uma questão histórica com a automedicação. Mas seja a pessoa influencer de Instagram ou o presidente da República, ela não está capacitada a prescrever medicamentos se não estiver nesse grupo de profissionais que eu citei e nas condições que citei. Isso pode ser considerado exercício ilegal da medicina, algo muito sério e passível de denúncia. Se você tem um problema de saúde você procura um médico ou um farmacêutico de sua confiança — enfatizou Júnia Medeiros.

Pesquisa

Pesquisa encomendada pelo Conselho Federal de Farmácia, em 2019, mostra que 77% da população brasileira tem o hábito de se automedicar. O Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) apontou que, em 2017, 25% do total de mortes por intoxicações de todo tipo foram causados por medicamentos.

 

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