Ampliação do Centro Administrativo de Divinópolis segue sem previsão

Ricardo Welbert 

Com o Governo de Minas devendo R$ 86 milhões à Prefeitura de Divinópolis, uma das obras que não deverão sair do papel tão cedo é a ampliação do Centro Administrativo, no bairro Belvedere. Inaugurada em 2016, a atual estrutura já está toda ocupada – razão pela qual o governo mantém alguns serviços no antigo prédio número 60 da rua Pernambuco e aluga outros espaços.

Segundo a Prefeitura, para atender a toda a demanda que ainda está em outros pontos da cidade seria preciso dobrar o tamanho do Centro Administrativo, que tem cinco pavimentos, ocupa uma área de 7.500 metros quadrados e custou cerca de R$ 20 milhões.

Para a ampliação são previstos mais três módulos. A fundação necessária para sustentá-los já está pronta. As pilastras do primeiro andar a ser construído também já estão erguidas.

O projeto de ampliação está pronto desde 2010. O orçamento, porém, datado da mesma época, já está defasado. Por causa disso, ainda não há estimativa de quanto a obra deverá custar.

— Para que todos os setores administrativos ocupassem o novo prédio é preciso duplicá-lo. A base fundação já está pronta, mas não há dinheiro para a obra e nem previsão de início — explica a Prefeitura em resposta ao Agora.

Prazo 

O prefeito Galileu Machado (MDB) espera construir ao menos mais um andar até o fim do mandato, em 2020. Para isso, afirma que adota medidas para economizar os recursos que ainda tem.

Uma delas é a renegociação de dívidas de alugueis. Isso fez com que o valor pago mensalmente pelo uso das salas que ainda ocupam o prédio à rua Pernambuco caísse pela metade.

Outra estratégia é mudar alguns serviços de endereço, para estruturas cujos valores de alugueis sejam menores. O caso mais recente é o da Secretaria de Saúde, que na segunda-feira, 20, passou a operar em uma sala à rua Minas Gerais, 55, no Centro. Segundo a Prefeitura, a economia com esse reajuste será de R$ 140 mil em 12 meses.

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