América depende dele mesmo

Batendo Bola 

José Carlos de Oliveira 

jcqueroviver@hotmail.com.br 

 

Há bem pouco tempo — três, quatro rodadas atrás —, a situação do América na Série A era desesperadora, quase que irreversível, e o time mineiro caminhava a passos largos para mais um rebaixamento em sua história.

O clima no CT Lanna Drumond era de decepção e a saída foi a mais óbvia: está perdendo troca-se de treinador. Pois bem, saiu Adilson Batista e entrou Givanildo Oliveira para tentar um Milagre. E não é que a coisa mudou mesmo. Ainda na zona de rebaixamento, o Coelho já respira, ainda que pelos aparelhos, mas respira.

Uma vitória 

O que parecia impossível, agora é realidade. O Coelho entra na última rodada dependendo de suas próprias forças para permanecer na elite do futebol brasileiro, bastando para tal uma vitória simples sobre o Fluminense no domingo, no Maracanã, em duelo da última rodada.

 Números 

A conta é simples. Se vencer fica na Série A. Se perder é rebaixado. Com empate, o Coelho vai a 41 pontos e passa a depender de outros resultados para permanecer na elite (mas tudo isto, contando que o Sport não tenha vencido o São Paulo na noite de ontem, no fechamento da penúltima rodada).

 Ameaçados 

Com Paraná e Vitória já rebaixados, cinco times ainda brigam para não ocupar as duas últimas vagas no Z-4: Fluminense, Vasco da Gama, Chapecoense, América e Sport Club Recife.

O tricolor carioca é o 14º colocado, com 42 pontos somados e 11 vitórias; o Vasco da Gama é o 15º, 42 pontos e 10 vitórias; a Chapecoense tem 41 pontos, na 16ª posição; o América é o 17º na tabela, com 40 pontos; e o Sport o 17º, com 38 (sem contabilizar o resultado de ontem, frente o tricolor paulista, no Morumbi).

 Última rodada 

Com todos os jogos começando às 17h, o domingo será de emoção para as torcidas dos cinco times que lutam contra o rebaixamento. O América joga com o Fluminense, no Rio de Janeiro, num duelo direto entre dois ameaçados (vencendo, se livra); a Chapecoense recebe o São Paulo na Arena Condá; o Vasco da Gama joga com o Ceará no Castelão; e o Sport recebe o Santos na Ilha do Retiro.

 Um empate 

A situação da tabela é de tal maneira maluca, que o América pode se salvar com 41 pontos, com um simples empate domingo no Rio de Janeiro. Mas para que isto ocorra depende de outros resultados: o Sport não pode vencer nenhum dos dois jogos — duelo com o São Paulo foi ontem, e o Santos na última rodada —; e a Chapecoense tem que perder para o São Paulo no domingo. É o americano na torcida por dois clubes paulistas.

 MANGUEIRAS BRASIL 

Tumulto na final suja história da Libertadores

 O que poderia ser a mais emocionante de todas as finais da Copa Libertadores, o duelo entre River Plate e Boca Juniors (Xeneizes e Gallinas) acabou se transformando no maior fiasco do torneio continental, que vai marcar o futebol sul-americano como o dia em que a violência levou a melhor sobre o futebol.

O vandalismo dos torcedores do River Plate no sábado manchou foi o futebol do continente como um todo, e por mais que se tente colocar panos quentes não dá para apagar da mente as cenas de vandalismo proporcionadas pelos marginais (isto mesmo marginais, porque pelo que fizeram no sábado os ‘Gallinas’ (ou ‘Milionários’), como são chamados os simpatizantes do River, podem ser tudo menos de futebol.

 Subindo mais um degrau

 O divinopolitano Leston Junior sobe mais um degrau em sua carreira de treinador de futebol. Depois de fazer sucesso em Minas Gerais, no comando do Guarani e do Tupi, de Juiz de Fora, passar pelo Botafogo da Paraíba e pelo River do Piauí, o treinador chega a Recife para dirigir um dos mais tradicionais times do Nordeste, o Santa Cruz e Pernambuco.

Ele foi apresentado esta semana, e chega pregando humildade e trabalhar com jovens revelados na base do próprio clube.

Sucesso, Leston!

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