Ambulantes terão prazo maior para deixar Camelódromo

Da Redação

Foi lavrada na tarde desta segunda-feira, 25, a ata com o acordo entre Prefeitura, Câmara de Vereadores e representantes dos vendedores ambulantes do Camelódromo da rua São Paulo. Em reunião na sede administrativa da Prefeitura, com a presença dos vereadores Eduardo Print Júnior (SD) e Renato Ferreira (PSDB), as partes chegaram a um consenso, e o novo prazo para a transferência dos camelôs é o dia 12 de janeiro.

O vereador Eduardo Print Júnior, que chegou a se reunir com parte dos ambulantes durante a manhã, foi voz ativa e iniciou a reunião pedindo um prazo maior.

— Conversei com o Vicente (represente dos camelôs) e demais comerciantes e acho razoável o prazo de seis meses para que haja uma transição completa para um lugar com infraestrutura pronta — disse o vereador.

Além destes, a Defensoria Pública, representada pelo advogado Rafael Henrique, a secretária municipal de Meio Ambiente, Flávia D'Alessandro, e o procurador geral do município, Wendel Santos, estiveram presente e ficaram a par de toda a situação jurídica que envolve o caso.

— Foi importante envolvermos os setores jurídicos da associação dos ambulantes, da defensoria e da Prefeitura. O acordo ganha corpo e notoriedade. Sinto que foi um prazo justo este de dois meses que acordamos em unanimidade — afirma Print Júnior.

O novo terreno que deve abrigar os ambulantes é perto do atual Camelódromo, e terá aproximadamente 60 dias para firmar uma estrutura primária.

— Os locatários pediram dois meses para fazerem as primeiras obras, como piso e cobertura. É uma satisfação enorme o resultado dessa reunião — disse Guilherme Lacerda, advogado e representante legal dos vendedores ambulantes.

Vicente Silva, vendedor ambulante e um dos representantes da associação da classe, destacou o bom debate junto às autoridades.

— Foram horas de conversa e negociação, e conseguimos um meio termo. Acredito que o prazo é razoável e, dentro da legalidade, seja necessária uma fiscalização por parte da Prefeitura no Centro da cidade para que não sejamos prejudicados nas primeiras semanas de mudança — afirma.

Eduardo Print Júnior se comprometeu a continuar a frente do caso.

— Estou envolvido desde o início. A saída deles foi uma determinação do Ministério Público, e o que eu quis, desde o início, foi um acordo para que as duas partes estivessem em sintonia. Conseguimos isso e, agora, me comprometi a acompanhar junto ao prefeito todas as questões burocráticas, garantindo os direitos dos comerciantes — finaliza o vereador.

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