Amadorismo

Editorial

A abordagem deste tema aqui neste espaço virou costumeira nos últimos tempos, mas diante do comportamento dos vereadores nos últimos anos e nos primeiros meses de 2021, é impossível fechar os olhos e fingir que não tem nada acontecendo, pois é impossível não ver. Enquanto o cenário da covid-19 se agrava a cada dia em Divinópolis, em Minas Gerais, no Brasil, e exige medidas sérias, drásticas, que consigam amenizar a situação e os impactos que o vírus trouxe e trará para a população em todos os sentidos, os vereadores de Divinópolis continuam agindo como se ainda estivessem em campanha, e pior: adotam a mesma postura (se não pior) dos parlamentares de legislaturas anteriores.  

Hoje, pouco mais de um ano do início deste pesadelo, quando voltamos à estaca zero em um cenário piorado, somos obrigados a ver os vereadores brigando por abre e fecha comércio, quem cobra mais leitos, quem exige mais ações do Executivo e quem pede mais melhorias para a população. Se fosse “só” isso, até que dava para tolerar, só que os nobres vereadores estão – mais uma vez – se agredindo, desmoralizando um ao outro, se ofendendo e prestando a papeis que não lhes cabem, mostrando que, mais uma vez, não conseguem trabalhar harmonicamente. Muito pelo contrário, tal divisão, tal comportamento, reflete no coletivo, que se divide. Tudo isso reflete no tal coletivo, que é cobrado constantemente a dar o exemplo.

Mas, como dar exemplo, como ser exemplo de empatia, de responsabilidade, quando os próprios legisladores não são, e se colocam no lugar – que não lhes cabe – de julgadores? Como ter a esperança de que sairemos do mesmo lugar que estávamos no ano passado, quando os vereadores não conseguem sequer alinhar as decisões que dizem respeito à coletividade e gastam suas energias apenas para provar quem e o que está certo e errado? Definitivamente, não é isso que Divinópolis precisa agora. De uma vez por todas, o amadorismo não tem mais espaço diante da  atual situação. E a discussão de quem está certo ou errado, neste momento, não passa de disputa de ego. O que precisamos é de técnica e harmonia para que tenhamos um destino certo desta vez e consigamos sair deste círculo que andamos nos últimos 365 dias.

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