Alta da moeda americana faz trigo e derivados encarecer

 

Jorge Guimarães

Com a moeda americana nas alturas nos últimos meses, o consumidor tem sofrido com altas nos preços, principalmente no segmento de alimentação. E é no pão nosso de cada dia que o brasileiro já sente o aumento logo no café da manhã, pois o alimento preferido dos brasileiros subiu quase o dobro da inflação, desde o início do ano.

Fato é consequência de o pãozinho ser feito de trigo, item que o Brasil importa a metade para o consumo interno. Assim, o preço é cotado em dólar, que nos últimos dias atingiu a maior cotação desde a criação do plano real e que já teve uma valorização em media de 25% em 2018.

Levando em conta essa a valorização, a farinha de trigo, até o mês de agosto, já teve alta de 15,73% e o pãozinho de 5,46%.

Os aumentos afetaram ainda outros itens, que levam farinha de trigo, como pizzas, bolos, alguns doces, salgados, macarrão e muitos outros.   Sendo que o dólar abriu esta terça-feira, sendo cotado a R$ 4,15, valor que, segundo especialistas, deve oscilar até os términos das eleições.

Preços

Em uma loja de rede de supermercados, o quilo do pão francês é comercializado a R$ 8,90, preço que vem oscilando desde o começo do segundo semestre.

— Sempre faço pesquisa de preços para me informar. Tem que andar mesmo e procurar o melhor lugar para comprar —avaliou a dona de casa Cássia Abreu.

Já o empresário do ramo alimentício Paulo Roberto Santos, modificou um pouco o cardápio para não repassar totalmente os aumentos para os clientes.

— Sirvo no cardápio, o espaguete a bolonhesa, antes ele saia mais vezes, durante a semana, como o prato do dia, agora em menor quantidade. Assim equilibrando os derivados do trigo e de produtos importados a gente vai administrando os preços — disse o proprietário de uma Cantina.

 

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