Alimentos registram terceira alta seguida em Divinópolis

 

Pablo Santos

A cesta básica do divinopolitano subiu pela terceira vez seguida influenciado pelo clima e também sobre as oscilações do câmbio. Com o acréscimo de 2,02% em outubro em relação a setembro, os alimentos básicos já chegaram no quarto maior valor da história, de acordo com os dados apurados pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nupec) da Faced.

Após um aumento de 0,43% em agosto e 3,97% em

setembro, os alimentos da cesta tiveram o acréscimo de 2,02% no mês passado.

— Mesmo com as majorações observadas nos últimos meses, no ano o custo da cesta já registrou uma queda de 2,34% e na comparação com o mesmo período de 2017 o valor da cesta acumula uma variação positiva de 2,78% — afirmou o coordenador da pesquisa, Leandro Maia.

O clima influenciou na cotação de dos itens da cesta básica: tomate e batata. De acordo com o Nupec, o tomate registrou acréscimo de 37,64%.

— O clima influenciou as cotações do tomate em grande parte do país, no entanto, notou-se que a elevação do produto apresentou uma maior magnitude do que normalmente verifica-se —afirmou o pesquisador.

Além do tomate, o clima também contribui para a batata registrar alta de 28,57% no preço.

— O clima também afetou diretamente no preço da batata no mercado interno. Com as chuvas em maior intensidade, houve queda na oferta do alimento e diminuição da quantidade vendida, gerando aumento dos preços. O preço médio do quilo da batata passou de R$ 1,37 em setembro para R$ 1,76 em outubro — explicou.

Ainda de acordo com o Nupec, o preço médio do quilo do café em pó variou de R$ 19,20 em setembro para

R$ 19,57 em outubro, representando acréscimo de 1,95%. 

— Foi influenciado pelas cotações no mercado internacional e pelas oscilações da taxa de câmbio — destacou.

Queda

Apesar da alta da cesta básica, alguns produtos registraram declínio de preço. A banana caturra, por exemplo, registrou queda de 12% e manteiga de 6,35%.

O açúcar e leite tipo C também assinalaram retração no preço de 3,4% e 4,31%, respectivamente.

 

 

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