Alimentos consomem maior fatia do salário

 

Pablo Santos

O assalariado divinopolitano gasta e trabalha mais para comprar os 13 alimentos básicos da cesta neste ano, em relação a 2017. O percentual do salário mínimo utilizado para comprar a cesta básica aumentou 3% em novembro de 2017 contra o mesmo período do ano passado. Em novembro, a cesta subiu 5,48%, quando confrontado com outubro.

A cesta básica do divinopolitano custa R$ 335,62, de acordo com o Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nupec). Com este valor, o trabalhador com salário mínimo desembolsa 35,18% do vencimento mensal para adquirir os itens de alimentação básica nos supermercados da cidade.

 O percentual cresceu em duas frentes de comparação. Em outubro deste ano, o divinopolitano consumia do salário mínimo 33,35%. Em novembro do ano passado, o percentual era menor 32,54%.

No primeiro mês do ano, o percentual foi de 34,15% do salário mínimo para o divinopolitano comprar os itens básicos da alimentação.

Horas trabalhadas

Com a alta de 5,45%, os divinopolitanos precisam também trabalhar mais para comprar os 13 itens da cesta básica. Em novembro do ano passado, eram gastos 71 horas de trabalho para adquirir os produtos e, no mesmo período de 2018, passou para 77 horas, de acordo com os dados do Nupec. Em outubro desde ano, o tempo de trabalho também foi menor: 73 horas.

 Alta

A cesta básica subiu pela quarta vez seguida, atingiu o maior valor do ano e novembro foi o mês com a alta mais significativa dos últimos 12 meses dos itens alimentícios nos supermercados de Divinópolis. Os 13 produtos subiram 5,48% em novembro, no confronto com outubro. Tomate, batata e banana foram os itens com maior influência no custo dos alimentos devido ao clima.

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