Alimentação e combustíveis ajudam a frear a inflação

 

Jorge Guimarães

As quedas nos preços dos alimentos e dos combustíveis ajudaram a desacelerar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que saiu de 0,35% em maio para 0,06% em junho, conforme divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o menor resultado para um mês de junho desde 2006, quando a prévia da inflação foi de -0,15%.

A baixa de preços do item alimentação foi uma das que contribuíram para a queda, conforme já noticiado neste Diário, principalmente entre os hortifrutis e grãos. Os custos de alguns produtos importantes do grupamento recuaram, o que contribuiu para a deflação de 0,64%. Destaque para feijão-carioca (-14,99%), tomate (-13,43%), batata-inglesa (-11,30%), feijão-preto (-8,84%) e frutas (-5,25%).

Economizar

Verduras e legumes apresentam uma grande variedade de preços dependendo da loja ou local, levando-se em conta que a pesquisa ainda é uma boa prática para se economizar.

Como alternativa para economizar, existem os sacolões em bairros que vendem diversos produtos por um preço único. Preços de R$ 2,49 durante a semana e de R$ 1,39 aos domingos são praticados nos estabelecimentos.

Segundo o economista Leandro Maia, fatores em conjunto são responsáveis por estes números positivos.

— A combinação perfeita entre os itens alimentação e combustível foi determinante para frear a inflação em junho. Se os preços dos combustíveis não sobem, logicamente afeta diretamente na alimentação, no quesito transporte, frete entre outros itens. Isso aliado ao clima, que também tem ajudado os legumes e frutas. Não podemos descartar ainda o baixo poder de compra do consumidor, que faz também os preços caírem — analisa o economista.   

Gasolina

O IPCA-15 também foi puxado para baixo pela queda de 0,67% nos preços dos combustíveis, que haviam subido 3,30% no mês anterior. Enquanto a gasolina desacelerou de 3,29% em maio para 0,10% em junho, o etanol passou de uma alta de 4% para uma queda de 4,57%, no mesmo período.

Em Divinópolis, a gasolina, segundo pesquisa da Agência Nacional de Petróleo (ANP), realizada em dez pontos de vendas, começou o mês sendo comercializada com o preço médio de R$ 4,86 e, até a última semana, este preço caiu para R$ 4,79, configurando uma redução de 1,44%. Preço este que deve se permanecer até o fim do mês, em se tratando das oscilações dos preços dos combustíveis. E ontem, em um dos postos de gasolina mais tradicionais da cidade, o litro da gasolina, à vista, estava sendo comercializado a R$ 4,64, e o etanol a R$ 2,89, o que demonstra a sustentação da queda do preço dos combustíveis na cidade.   

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