Ajude a pagar

Agrada uns e causa falácia para outros. É sempre assim quando uma medida é adotada por um governante, seja ele qual for. A última que está fazendo muita gente chiar é o anúncio do Governo de Minas Gerais no último dia 29 em adotar racionamento de água em unidades prisionais do Estado como uma forma para gerar economia aos cofres públicos. O engraçado é que a população (maior parte trabalhadora) é obrigada a ajudar a conter gastos e ninguém fala nada. Qual é a diferença? “Pau que bate em Chico, tem que bater em Francisco”, sim! Quem não concorda, que ajude a pagar a conta. Chega de explorar o povo.

Não tem seriedade

Analisando esta e outras situações, apenas se confirma que é impossível levar a sério um país que serve café, almoço, dois lanches e janta para um preso, e um biscoito água e sal com Ki-suco para uma criança na escola. Não é segredo para um bando de covardes que muitas destas crianças não têm o que comer em casa e, por isso, necessitam de uma merenda mais nutritiva. E não têm. Simplesmente pelo fato de o dinheiro do imposto que sua família custa pagar enche a mesa de comida cara na casa de quem não precisa. Isso quando os desvios não são usados para outros fins ainda mais condenáveis. Um país que pensa no futuro e almeja nele crescimento e um local ideal para se viver coloca a educação em primeiro plano, mas este não é o caso do Brasil. Mas não é mesmo!

Fechar as contas

Pelo visto, não é só a Prefeitura que está arrochada financeiramente, não. A crise parece ter chegado também à Câmara. Por determinação da Mesa Diretora desde o dia 1º deste mês não se tem mais lanche, nem o tradicional cafezinho, transmissão das reuniões, entre outras medidas. A ordem é economizar gastos para fechar as contas. É uma boa, sem dúvida, desde que realmente atinja o objetivo.

Aqui e lá

Manifestantes lotaram, ontem à tarde, a entrada do anexo II da Câmara dos Deputados. Eles queriam entrar para acompanhar a votação do projeto de lei que muda o marco regulatório do saneamento básico. Segundo os manifestantes e deputados de oposição, se aprovada, esta lei vai privatizar o acesso ao saneamento básico. Coincidência com Divinópolis, além do saneamento que por aqui também é motivo de reclamações, a Câmara e também gente protestando. Só que, por aqui, eles entraram no Plenário não para acompanhar votação de projeto referente às suas demandas, mas chamar a atenção dos vereadores mais uma vez sobre o Camelódromo. Nos cartazes, referências às eleições do ano quem vem, abuso de poder entre outros. Só ficou no ar como foram parar novamente lá. Orientados por quem? Sob qual argumento, já que já existe um acordo homologado na Justiça?

Para entender

Após cerca de dois meses de discussões, bate-boca e protestos, a Prefeitura, por intermédio da Câmara, fechou acordo com os vendedores ambulantes. O pacto foi homologado no último dia 27. Segundo o documento, a desocupação do quarteirão fechado da rua São Paulo, marcada inicialmente para o dia 1º deste mês foi estendida para o dia 12 de janeiro de 2020. Ou não ficou claro para alguns ambulantes a decisão acertada ou eles deixaram se enganar por alguém.

Só falácia

Quem fala muito, pouco produz. E isso fica cada dia mais claro na atual gestão do Cruzeiro. É assembleia, coletiva de imprensa e muita conversa que, lamentavelmente, não dá em nada. Ao contrário. Por causa da falta de ação dos atuais gestores e os que saíram há pouco tempo, o torcedor azul pode ver, pela primeira vez na história do clube, o time cair para a Série B do Campeonato Brasileiro. Claro que a atuação de alguns jogadores contribuiu para um ano desastroso, no entanto, a principal responsabilidade é da diretoria omissa, sem comando e que fala pelos cotovelos. Incompetência traduzida em fracasso.

Tolerância zero’

Um dos responsáveis é o gestor de futebol, Zezé Perrella, que em um momento delicado não teve jogo de cintura com a tal “tolerância zero” no clube. Poucas horas após anunciar o afastamento do meia Thiago Neves, que reclamou do dirigente em suas redes sociais, Perrela, que deveria ter fechado a boca, voltou a atacar o camisa 10 da equipe. Disse que o jogador quis “afrontá-lo” ao ir a um show no Mineirão. Como se não bastasse, mandou recado para os demais jogadores: “se quiserem seguir o mesmo caminho dele, não faz diferença para mim”, esbravejou. Já não chega ter causado toda confusão pouco tempo antes do jogo decisivo contra o Vasco. Que tomasse as medidas que achasse necessárias, mas deixasse para depois. Conseguiu só afundar ainda mais o time, se é que tem jeito. Lugar que muitos mandam dá nisso. O presidente deve estar ocupado gravando vídeos de arrependimento.


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