Ainda sobre eleições

Adriana Ferreira

Eita, e não é que a hora está chegando?! Os candidatos à Prefeitura e à Câmara ainda tentam arduamente convencer o eleitor. Aviso aos navegantes: os votos brancos, nulos e indecisos estão ganhando.  Divinópolis tem nove concorrentes a prefeito e mais de 300 a vereador. Todos com soluções, algumas mágicas, para recuperar nossa falida cidade. A adorada mãezinha desta colunista, dona Tina a Brava, mulher simples, perspicaz e observadora, que nos seus 81 anos de idade não perde horário eleitoral e nem eleição, tem repetido sempre: “Vê lá, a maioria desse povo aí quer é salário, mandar e dar emprego pros amigos. Pela cidade mesmo tem poucos ‘rasgano’. Não estão nem aí!”. Ela sabe das coisas!

Debates

As eleições em Divinópolis nunca tiveram tanto debate. Todos de suma importância, pois cada um abordou os candidatos de forma distinta e isso proporcionou ao eleitor reais condições de conhecer os concorrentes e ver qual será que melhor cuidará da cidade nos próximos quatro anos. Nunca foi tão desafiador, pois atravessamos uma crise sanitária e econômica sem precedentes. Um aparte: após eleito, não venha dizer que não tem verba, não tem governabilidade. Com as redes sociais, nunca a real situação da cidade esteve tão escancarada. Não tem desculpas! Quem for eleito sabe de uma coisa: será cobrado diuturnamente. Aguarde!

Debate Agora/OAB

Primeiramente parabéns à equipe de jornalismo do Jornal Agora, capitaneada pela menina que “quebra o coco e não arrebenta a sapucaia”, Gisele Souto, e à atual diretoria da OAB, na pessoa dos brilhantes advogados Manoel Brandão e Farlandes Guimarães, pelo debate a ser realizado ainda hoje a partir das 21h. Última oportunidade de os eleitores não somente conhecerem mais os candidatos, mas será também uma chance de interagir com o eleitorado. Esta colunista sugere a todos os candidatos que compareçam, pois as perguntas do povo farão a diferença. Imperdível!

Digitalização 

O Conselho Nacional de Justiça determinou a digitalização dos processos físicos e pelo visto cada órgão do Poder Judiciário teve seu entendimento. Para se ter uma ideia, a Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ao qual a Subseção Judiciária de Divinópolis pertence, entendeu que digitalização simples resolve. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) entendeu que tem que digitalizar ato por ato pelo menos foi o que vimos nos processos que nosso escritório foi intimado. Ambos são lentos, principalmente da Justiça Estadual, que toma às vezes até o quíntuplo do tempo que um processo da Federal toma.

E quer mais?

Alvarás, precatórios e requisições de pequeno valor não estão na preferência, e sim a digitalização. Absurdo! A liberação de valores aqueceria a economia e faria a diferença nesse momento de crise sanitária e econômica. E quanto aos processos físicos, que terminem como começaram. Até porque, com o ataque de hackers aos sistemas do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, o Poder Judiciário não poderia descartar com tanta pressa os processos físicos. Fica a dica!

 

2ª Vara Cível/2ª Vara de Família 

Esta coluna parabeniza as juízas de direito Andréa Barcelos Ferreira Camargos Faria e Regina Célia Silva Neves. A juíza Andréa Barcelos deixa a 2ª Vara de Família e assume a 2ª Vara Cível, que até há poucos anos era titularizada por seu pai, o juiz de direito agora aposentado Wellington Ferreira. Responsabilidade em dobro, mas nada que não tire de letra, afinal a fruta não cai longe da árvore. Quanto à juíza Regina Celia, chegou dando continuidade ao brilhante trabalho anteriormente desenvolvido, mas com estilo próprio tem procurado resolver nas audiências de conciliação os conflitos familiares, ouvindo informalmente as partes na Central de Conciliação e procurando a melhor solução do litígio. Merece destaque, pois os pontos controvertidos são analisados, o que facilita uma composição entre as partes envolvidas, e com isso não há necessidade de audiência de instrução, evitando-se ajuntamento de gente: partes, advogados, Ministério Público e testemunhas. E mais do que isso: ganha o Estado, ganha a família.

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