Ainda no cargo

Preto no Branco 

Pelo menos até amanhã, Fabiano Tolentino (Cidadania) ainda é deputado federal. Está no gabinete em Brasília para finalizar os trabalhos e devolver o espaço a Bilac Pinto (DEM), que reassume o cargo que lhe pertence. Até semana passada, Bilac ainda ocupava o cargo de secretário de Estado do governo de Romeu Zema (Novo). Pediu para sair depois que o governador vetou parte do reajuste dos servidores da Segurança Pública. Nesta história, Divinópolis dançou mais do que o próprio Tolentino, pois perdeu e muito já da pouca representatividade que tem.

Outro cargo

E os curtos seis meses que Fabiano ficou no cargo, período em que conseguiu destinar cerca de R$ 6,5 milhões para o Município, já fazem parte do passado. Pelo menos, se depender das intenções de Tolentino para as eleições de outubro. Agora, mais do que nunca, se declara pré-candidato à principal cadeira da avenida Paraná e diz que estar superempolgado. Disse a este PB que, nos próximos dias, já começa preparar o terreno para a disputa. Isso só ratifica que o deputado Cleitinho Azevedo, também Cidadania, não deve mesmo entrar na disputa nem para prefeito, nem para vice. Explico: os dois são do mesmo partido, geraria até cassação do mandato de Cleitinho. A não ser que ele troque de legenda, o que é o menos provável. Então vem o irmão gêmeo por aí?

Última hora

E a indefinição sobre se fica ou se vai, em anos eleitorais, é corriqueira. A maioria espera, até os 46 minutos do segundo tempo, os tais “arranjos partidários” para escolher sua próxima sigla. A aposta costuma dar certo, mas, neste ano, especialmente, não deve funcionar muito bem, com a proibição das coligações proporcionais. Mesmo assim, tem muita gente retardando. Na Câmara, por exemplo, tem pelo menos uns dez vereadores “cozinhando o galo”, e não é de hoje. Apenas Roger Viegas trocou o Pros pelo Republicanos. Os demais ainda aguardam os pés de porco para fazer o famoso galopé.  

‘Puxadores de votos’

O impacto do fim das coligações deve trazer resultados surpreendentes nas urnas, mas justos. Afinal, quantos candidatos tiveram muito mais votos do que outros, mas não puderam assumir os cargos, exatamente por causa das tais coligações? Na Câmara de Divinópolis, nas eleições 2016, por exemplo, houve muitos casos. Agora, as legendas estão impedidas de se unirem a outras para escolher candidatos. A mudança embaraça as intenções dos chamados “puxadores de votos” que costumam ter boas votações e arrastam com eles nomes menos expressivos. As legendas que não melhoraram seus quadros, infelizmente, estão fadadas ao fracasso em outubro. Afinal, desta vez, ninguém será “ginchado”, a não ser que tenha uma votação adequada com o líder de votos, mas do seu partido.

Refletiu aqui

Ainda sobre a exoneração de Bilac Pinto, os desdobramentos da dança das cadeiras no governo de Minas respingou, mesmo que de forma indireta, em Divinópolis. É que o secretário-geral de estado, Igor Eto, tinha agenda confirmada na cidade na semana passada, já que ele era o homenageado do presidente da Academia Divinopolitana de Letras (ADL), Flávio Ramos, para receber o Orfeu, prêmio da entidade literária.

Justificou ausência

Minutos antes de o Orfeu ter início, no Teatro Gravatá, quarta-feira, 11, Flávio Ramos recebeu áudio do secretário justificando a ausência devido à crise política que, naquele dia, pegou fogo na Cidade Administrativa, e, horas depois, reposicionou Igor Eto como novo integrante de governo, na mais poderosa e estratégica secretaria do governo Zema. Flávio Ramos parabenizou o secretário pela nova tarefa política. Ausência explicada, e por um bom motivo. A torcida, agora, é que ele dure mais tempo no cargo e, quem sabe, mande notícias, mesmo que por meio de áudio, com boas novas para a Cidade do Divino.

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