Agosto lidera as ocorrências de queimadas na cidade

Reflexo disso é Centro-Oeste tem maior número de incêndios florestais do estado

Matheus Augusto
Divinópolis não fica de fora quando o assunto é queimadas. Apenas neste ano, segundo o 10º Batalhão do Corpo de Bombeiros, com sede na cidade, a média é de quase uma ocorrência por dia. No último sábado, o cenário voltou a se repetir, quando foi registrado um incêndio de grandes proporções na Mata do Noé. Em apenas nove meses, o número de ocorrências desse tipo já é maior do que os registros de todo o ano passado. Ainda de acordo com os Bombeiros, o Centro-Oeste é a região com mais registros de incêndios no estado em 2019. Os números estarão disponíveis nesta terça ou quarta-feira.
Dados
Os números deste ano comprovam que a queimada na Mata do Noé não é um caso isolado. Segundo informou o 10º Batalhão, entre janeiro e agosto deste ano foram 513 episódios desta natureza. No mesmo período do ano passado, o batalhão contabilizou 331 casos.
Em todo o ano passado foram 418 incêndios florestais. Neste ano, com os dados atualizados até agosto, o número já chegou a 513.
O Corpo de Bombeiros tem sido acionado com cada vez mais frequência. Em janeiro, os militares foram chamados para esse tipo de ocorrência 22 vezes. Em fevereiro, duas e, em março, sete. A partir de então, o cenário se agravou. Em abril foram 16 incêndios; em maio, 42; em junho, 86; em julho, 162; e em agosto, 176.
No ano passado, a situação, apesar de ainda preocupante, foi menos grave. Em janeiro, foram três ocorrências; em fevereiro, sete; em março, quatro; em abril, 40; em maio, 70; em junho, 50; em julho, 104; em agosto, 53; em setembro, 75; em outubro, três; em novembro, cinco; e em dezembro, quatro.
A tendência, segundo o órgão, é de aumento considerável do número de notificações entre abril e setembro, em razão de fatores agravantes, como o clima seco.
Ocorrência
A Mata do Noé amanheceu em chamas no sábado, 14. O Corpo de Bombeiros foi acionado e fez uso de dois caminhões para conter o fogaréu. O órgão não descarta a possibilidade de incêndio criminoso.
— No local, as equipes identificaram mais de quatro pontos, focos distintos, do incêndio, o que leva a crer na possibilidade de ação humana criminosa — informou a corporação.
Ação humana
Os incêndios naturais, causados por raios, por exemplo, representam a minoria dos casos na cidade. Como já havia informado o Corpo de Bombeiros, boa parte das queimadas são consequência da ação humana.
— Em muitos há indícios de serem criminosos, mas nesse tipo de ocorrência é difícil de identificar a autoria, bem como a verdadeira causa — explicou a assessoria de comunicação do órgão.

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