Agora vai?

O Hospital Regional foi novamente assunto de promessa. Aliás, o que ocorre praticamente toda semana. Nesta, voltou à tona em mais uma e, de praxe, por vídeo. Desta vez, o principal responsável neste momento em fazer a coisa andar aparece: o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Agostinho Patrus (PV). Ao lado do deputado Cleitinho Azevedo (CDN), prometeu que nos próximos dias deverá ser votado o acordo indenizatório da Vale, o que significa a entrada de recursos vultosos no caixa do Estado. O que isso significa? Enfim, a conclusão das obras como a do hospital de Divinópolis. Pelo menos agora, sabe-se de quem cobrar, aliás, desde o envio da proposta à ALMG pelo governo do Estado, Agostinho era esta pessoa. Só se esqueceram de avisar os vereadores de Divinópolis. 

Mais um vídeo?

Bom, espera-se que não. Gravações prometendo o fim da tão sonhada obra, governadores, prefeitos, deputados, vereadores e, principalmente, candidatos a algum cargo já fizeram. Com essa última promessa, a expectativa é que, finalmente, o hospital, fundamental para salvar vidas dos divinopolitanos e centenas de pessoas da macro Oeste – que buscam atendimento médico especializado aqui –, seja finalizado.  E que, desta vez, os vídeos terminem em benefícios para a cidade, porque até aqui não passaram de autopromoção. 

Pausa na politicagem?

Antes da confirmação de Agostinho Patrus, o receio dos deputados da situação era de que os opositores a Romeu Zema (Novo), apoiadores de Alexandre Kalil – possível candidato a governador em 2022 –, alterassem o projeto. Consequentemente, atrapalharia o planejamento do Estado, que já havia garantido parte dos recursos para terminar as obras dos hospitais. E tinham razão, visto que cogitou-se até a criação de uma CPI  para investigar o acordo entre o governo e a Vale, feito na Justiça, diga-se de passagem. Quando viram a burrada que iriam cometer, voltaram atrás. Menos mal. É inadmissível que pessoas inocentes continuem morrendo nas filas, portas de hospitais por causa de politicagem barata. 

Continua irredutível 

Mesmo com a pandemia que insiste em não querer abandonar os brasileiros – ou, talvez, as autoridades persistem em suas ignorâncias em relação ao vírus –, os protestos viraram moda. Na capital federal, nas outras de cada estado e também nos municípios, os motivos não são apenas os pró e contra o governo federal – outros que deveriam parar nas mesas de debates estão rendendo passeatas e concentrações. Hoje, por exemplo, os sindicatos que representam os servidores da cidade vão protestar em frente ao Centro Administrativo. A pauta é a cobrança da recomposição salarial exercício 2021 ao funcionalismo municipal. Prometem fazer muito barulho das 8h às 14h e, quem sabe, vencer o prefeito Gleidson Azevedo (PSC), pelo cansaço, o que é muito difícil. Ele está irredutível e se agarra ao atual momento que depenou a economia. Por outro lado, os servidores estão embasados em lei. Tanto um quanto o outro estão cobertos de razão. Agora, quem vai vencer essa queda de braço é imprevisível. Ambos “são ossos duros de se roer”.

Fiéis 

O Jornal Agora celebrou, neste 1º de junho, 50 anos de fundação. Uma trajetória de altos e baixos, mas rica de histórias e parcerias com Divinópolis, que faz aniversário no mesmo dia. Neste meio século de vida, passou por mudanças. Especialmente na última década, inovou junto à ascensão da era digital. Hoje, o que está no papel pode ser visto também em suas diversas plataformas digitais em tempo real. Mas nada disso seria possível se não fosse por eles: os assinantes. Foi com eles que tudo começou e são parte desta história de luta e conquistas. Sempre fiéis, seguem prestigiando nosso trabalho porque acreditam na seriedade e credibilidade. Por isso, as comemorações deste cinquentenário que se estendem até outubro são dedicadas a vocês. Muito obrigada pelo carinho e confiança de sempre. 

Comentários
×