Agentes de saúde vão à Câmara, mas pauta de subsídio é adiada

Ricardo Welbert 

Dezenas de servidores de Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) estiveram ontem à tarde na Câmara. O objetivo foi acompanhar a votação de um projeto enviado pelo prefeito Galileu (PMDB) sobre o repasse feito a agentes de saúde para o deslocamento entre os bairros onde trabalham.

Quando a reunião ordinária começou, o vereador Kaboja (PSD), líder do governo, pediu 30 minutos para que detalhes fossem analisados com os colegas. O presidente, Adair Otaviano (PMDB), concedeu 20 minutos.

Enquanto os telespectadores da TV Câmara viam a logomarca do legislativo local, os servidores no auditório conversavam sobre o benefício do vale-transporte, que já é oferecido a eles. Quem opta por fazer o trajeto em veículo próprio não recebe auxílio para combustível.

Quando os vereadores voltaram, às 14h55, Adair Otaviano informou que a Comissão de Justiça, Legislação e Redação detectou entraves jurídicos que impediram a proposta de ser colocada em votação ainda ontem. De acordo com a Câmara, o estudo elaborado pela Prefeitura para medir o impacto financeiro aos cofres públicos apontou que o próprio governo não tem condições de gastar com mais benefícios para os servidores da Saúde.

Por causa disso, a Comissão pediu o reestudo do caso. O prazo regimental é de 15 dias. Cientes de que a pauta de interesse não seria votada na sessão, todos os servidores da Saúde, devidamente uniformizados com camisa azul, foram deixando o auditório aos poucos.

Entendeu 

O fiscal Erson Ribeiro, líder do grupo de servidores, avaliou a decisão tomada pelos vereadores como positiva.

— A Câmara viu que o projeto estava falando que tem impacto financeiro, o que não existe porque já era pago anteriormente. Nós conversamos com vereadores que fizeram contato com a Prefeitura, que já vai corrigir o impacto para que na próxima terça-feira seja votado — disse.

A expectativa é de que o resultado saia no menor prazo possível.

— Porque o servidor tem que se deslocar com dinheiro do próprio bolso e já começou o período chuvoso, que fica perigoso. O servidor precisa ter condições de se deslocar para locais mais distantes e realmente fazer o combate à dengue — explicou.

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