Afogamento é a 2ª maior causa de morte de crianças

 

Ana Laura Corrêa

Algumas pessoas acreditam que milagres não acontecem. No entanto, para Patrícia Regina Chagas, essa é a única explicação possível para o salvamento de sua filha, Manuela Gouvêa, no dia 28 de dezembro do ano passado.

Naquela data, a menina dois anos se afogou na piscina de casa, em Pitangui. A criança teve parada cardiorrespiratória, mas o quadro foi revertido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

— Na hora que vi minha filha na situação que estava não consegui pensar em nada, a não ser levá-la até o Samu para que a equipe ajudasse de alguma forma. Eles não só ajudaram, mas fizeram um milagre — relatou Patrícia na época.

A criança foi levada pela mãe nos braços para a base do Samu. Elas moram no bairro Chapadão, a um quarteirão da unidade.

— Minha filha estava inconsciente, desengasgou e voltou a respirar após as massagens cardíacas. Nesse momento eu só sabia chorar e agradecer, porque definitivamente achei que ela não voltaria — contou, em dezembro, a mãe.

Ocorrências 

O caso teve um final feliz. Manuela teve alta e voltou para casa. Mas, nestes meses de férias escolares, em que as rotinas das crianças podem incluir piscinas, praias e cachoeiras, é importante que os pais e responsáveis estejam atentos aos pequenos dentro d’água.

De acordo com dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), o afogamento é a segunda maior causa de morte de crianças de 1 a 9 anos. Os acidentes acontecem, principalmente, em piscinas e em casa. No país, 44% de todos os casos de afogamento acontecem entre os meses de novembro e fevereiro.

Divinópolis

Desde a sua implantação em junho do ano passado, o Samu atendeu a 7 casos de afogamento na região, o que rende uma média de uma ocorrência por mês.

Neste ano, Divinópolis ainda não registrou casos de afogamento. Segundo dados do Corpo de Bombeiros, em todo o ano de 2017, a região contabilizou 21 ocorrências do tipo.

Os números do Samu são menores porque a unidade começou a atender somente no meio do ano passado.

Já em todo o estado de Minas Gerais, foram registrados 35 casos envolvendo crianças de 1 a 14 anos, entre os meses de janeiro e novembro de 2017.

Recomendações

Segundo o tenente Cleyton Batista de Jesus, que atua no Corpo de Bombeiros em Divinópolis, os pais e responsáveis devem seguir algumas orientações para evitar o afogamento das crianças. 

— É necessário nunca deixar as crianças sozinhas, equipá-las com colete salva-vidas e também respeitar a sinalização afixada para locais de banho. Além disso, é preciso evitar que as crianças fiquem em locais onde haja embarcações próximas e orientá-las sobre o risco de afogamentos.

 

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