Adolescentes sem comorbidades devem ser vacinados na próxima semana

Imunização para grupo de risco começou hoje; aproximadamente 10% da população optou por não se imunizar, diz vice-prefeita

Bruno Bueno

Os adolescentes entre 12 a 17 anos, que não possuem comorbidades, podem ser vacinados na semana que vem em Divinópolis. A informação foi concedida pela diretora da Vigilância em Saúde, Érika Camargos, em coletiva realizada na tarde de ontem, no Centro Administrativo da Prefeitura. Segundo a profissional, a imunização deste grupo vai começar assim que o público dessa faixa etária que se encaixa no grupo de risco ‒ como deficientes, gestantes e outros ‒ for totalmente vacinado.

— Já começamos com a vacinação dos adolescentes com comorbidades. Nesta faixa etária e com essas condições, esperamos imunizar 3 mil pessoas. Não temos o número de gestantes e puérperas, mas não creio que seja muito. Assim que a vacinação desse grupo terminar, começaremos a população em geral. Como já recebemos 4.800 vacinas, o suficiente para vacinar todos, esperamos, se outras doses chegarem, abrir o cadastro para o novo público semana que vem — disse.

Com comorbidades

A vacinação de crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos com comorbidades começou hoje. A imunização deste público acontece até a próxima segunda-feira, 20. 

— A previsão é de que esse público seja composto por 3 mil adolescentes. A aplicação da vacina acontecerá em sistema de drive thru no Centro Administrativo e no Pátio da Emop/Prefeitura, localizado na rua José Balbino Pereira, 171, no bairro Espírito Santo — explicou a Prefeitura em nota divulgada.

O cadastramento está disponível no site da Prefeitura (www.divinópolis.mg.gov.br). Podem se vacinar, neste momento, pessoas com deficiência permanente, comorbidades, síndrome de Down, grávidas, puérperas, e lactantes com filhos de até 6 meses. 

Declaração

Ainda segundo o Executivo, no momento do cadastramento, os pais ou responsáveis devem informar a condição especial da criança ou adolescente por meio de uma declaração que será obrigatória para a imunização. Um documento que comprove a comorbidade também deve ser levado.

— Junto com o cadastro sairá uma autodeclaração em que os pais e/ou responsáveis devem informar a condição do adolescente. Além da declaração, é obrigatório que, no dia da vacinação, seja apresentado algum documento que comprove a condição especial, como carteira de passe livre, cartão de BPC, matrícula em unidade de ensino especial (exemplo Apae), receita médica, dentre outros — informou.

O Executivo também explicou que é obrigatória a presença de um adulto no momento da vacinação, mas que não é necessário ser o mesmo que assinou a declaração. Outros documentos também são exigidos.

— É fundamental que o adolescente apresente o cartão SUS, cartão da Unidade de Saúde e a caderneta de vacinação. A falta de qualquer um desses documentos impossibilita a vacinação. É essencial a presença de um adulto acompanhando o adolescente para que a vacinação possa ser realizada. Não é necessário que seja o mesmo adulto que assinou a declaração — completou.

Evitar filas

Durante a mesma coletiva, a vice-prefeita Janete Aparecida (PSC) também informou que a comprovação da comorbidade dos adolescentes não requer tanta prioridade, fazendo com que a Prefeitura descarte o laudo médico para evitar filas nas clínicas e postos de saúde.

— As prioridades são menos restritivas do que nos adultos. Não é necessário laudo médico, pois queremos evitar as filas nas clínicas. Temos que forçar a conscientização. Os pais ou responsáveis que preencherem também sabem que não podem mentir. Para comprovar que é diabético, por exemplo, basta uma receita. Um deficiente, no entanto, pode apresentar seu cartão BPC. Vale lembrar que esse documento não ficará retido — ressaltou.

Crime

Por fim, a Prefeitura reforçou que qualquer erro proposital no cadastramento para antecipar a vacinação do adolescente será considerado crime do Código Penal, prevendo pena de dois a cinco anos.

 — Importante lembrar a todos que, de acordo com o artigo 299 do Código Penal, é crime “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante”.  A prestação de informação falsa em documento público tem pena de prisão de 2 a 5 anos — finalizou.

10%

A secretária de governo também disse que aproximadamente 10% da população adulta de Divinópolis ainda não tomou nenhuma das doses contra a covid-19. Segundo a secretária de governo, um cadastro será aberto na próxima sexta-feira, 17, para que essas pessoas tenham a oportunidade de se vacinar. O imunizante será a CoronaVac.

— Abrimos o cadastro acima de 18 anos na última semana esperando vacinar cerca de 2.000 pessoas, mas infelizmente só recebemos 440 inscrições. Estamos fazendo um apelo para que a população se vacine. Vamos fazer a campanha midiática necessária, mas precisamos que as pessoas tenham compreensão. Adotamos parcerias com eventos que só vão aceitar quem recebeu pelo menos uma dose da vacina —  informou.

3ª dose

Ao fim da coletiva, a diretora da Vigilância em Saúde, Érika Camargos, deu detalhes sobre a aplicação da 3ª dose, considerada de reforço, em idosos na cidade.

— Estamos aguardando mais doses para iniciar essa aplicação. São imunizantes específicos — finalizou.

Foto: Bruno Bueno/JA

Legenda: Declaração foi confirmada durante coletiva na tarde de ontem



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