Acelerar o passo

Preto no Branco 

Antes da volta aos trabalhos na próxima segunda-feira, vereadores se encontraram no Plenário novamente. Mais uma vez para apreciar um projeto do Executivo. Na pauta, doação com encargos de imóvel de propriedade do Município para o Governo de Minas Gerais. Depois, o pensamento se volta à continuidade dos trabalhos habituais em 2020, após quase dois meses de Casa fechada. Dando tudo certo, o negócio é acelerar o passo, visto que entramos para o quinto mês de um ano eleitoral, uma economia destroçada, o perigo ainda presente e um futuro cheio de incertezas. Quem tiver serenidade para enfrentar o que vem pela frente, com certeza, dará um passo adiante.

Passou a China 

Pelo menos em um quesito o Brasil ultrapassou a China, pena que seja de forma negativa. O país vem registrando, infelizmente, um recorde atrás do outro de mortes por covid-19. Números divulgados pelo Ministério da Saúde de terça-feira apontam que 474 pessoas haviam morrido da doença nas últimas 24h. O maior número de mortes registradas em um único dia foi 407, na última quinta, 23. Com os dados atualizados, o país somava, até terça, 5.017 mortes, ultrapassando a China, epicentro da pandemia que, de acordo com a OMS, registra oficialmente 4.643 até agora. A taxa de letalidade da doença subiu de 6,8% para 7%.  Minas Gerais registrou nove mortes em um dia e salto para 80, até ontem. Motivos de sobra para a conscientização de muita gente, que, até agora, se acha inatingível. Aglomera, não faz uso dos itens básicos de proteção e o pior: não para em casa. 

Ele encara

Não é de hoje que o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, fala o que vem na boca.  Desbocado, fala alto, às vezes lhe falta educação, mas impõe respeito e tem coerência.  Não é à toa que o Atlético deslanchou depois de quase 100 anos, quando Kalil era presidente. Nesta semana, ele soltou esta: "Não fui eleito por meia dúzia de lojas ou indústrias, fui eleito para governar o povo de BH", disse sem titubear. Ele fez um pronunciamento pelas redes sociais respondendo a diversas questões a respeito da pandemia do coronavírus e as ações que serão tomadas pela capital mineira. Foi a resposta a empresários, depois de ter recebido várias críticas por não afrouxar as medidas. Pergunta se alguém falou mais alguma coisa depois disso. 

Enquanto isso...

O chefe maior da nação, o excelentíssimo presidente, afirmou ontem que não se responsabiliza pelas mortes pela covid-19. Segundo ele, "a conta" deve ser direcionada para os governadores e prefeitos que adotaram medidas de restrição. A pergunta é: e se não tivessem adotado? A situação seria muito pior, e quem disse que isolamento social é desnecessário e saiu distribuindo apertos de mãos e abraços, dividiria esta conta? Vai saber. 

Muito maior 

A boa notícia é que o Brasil tem números significativos de pessoas que se recuperam da doença. Até também terça-feira última, o país havia registrado 32.544 pessoas que venceram a covid-19, segundo dados do Ministério da Saúde. O número foi divulgado sem detalhamento por estado. E são números como estes que faz o brasileiro acreditar que a tempestade vai passar e dias melhores virão.

Além de boa

Excelente, na verdade, o anúncio do governador Romeu Zema (Novo) sobre a retomada de obras  em quatro hospitais regionais, que estão paralisadas há anos. Aleluia. Entre eles, o de Divinópolis. Os outros são: Conselheiro Lafaiete, Teófilo Otoni e Sete Lagoas. Para isso, o Estado cancelará os convênios firmados para as obras dos equipamentos nestas cidades em razão da não execução dos acordos firmados em anos anteriores. Para a retomada das obras desses hospitais, o Governo cobra recursos da Vale, pois elas não fazem parte do R$ 645 milhões do pacote anunciado. Para quem esperou até agora, cerca de 10 anos, não custa nada aguardar mais um pouco.

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