Acccom tratou e fez mais de 200 cirurgias contra câncer de mama

SUS passará a oferecer medicamento

 

Rafael Camargos 

O câncer de mama é considerado como uma doença, muitas vezes, sem cura. Quem precisa do tratamento e enfrenta dificuldade para comprá-lo deverá ter, em breve, uma ajuda importante. O Sistema Único de Saúde (SUS) anunciou que em até 180 dias vai começar a oferecer um medicamento que é usado para o tratamento de um câncer capaz de dobrar a sobrevida da paciente quando a doença já atinge outras áreas do corpo.

O remédio chamado Transtuzumabe já está disponível para uso em três mil pacientes com o câncer no estágio inicial ou avançado apenas na própria mama. A distribuição do medicamento, que custa na rede particular aproximadamente R$ 10 mil, é considerada um avanço para a saúde da mulher.

 Casos locais

 Em Divinópolis, a Associação de Combate ao Câncer do Centro-Oeste de Minas (Acccom) tratou 203 pacientes em 2016, entre homens e mulheres.

Além do tratamento, a unidade realizou cerca de 230 cirurgias. O câncer de mama atinge aproximadamente 10% da população.

Organizações como a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) reivindicavam a ampliação para acesso do medicamento a todos os tipos de pacientes.

 Custo

 No mercado, a droga custa cerca de R$ 10 mil a dose. Ela é usada no tratamento do câncer de mama do subtipo mais agressivo e que atinge um quinto das mulheres com tumor no seio e o remédio bloqueia a ação do gene da célula cancerígena, o que evita a proliferação da doença.

De acordo com a Federação Brasileira de Apoio à Saúde da Mama, a droga mudou a forma como o câncer é tratado no mundo e hoje é um medicamento que compõe a lista de combate a doença criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para guiar governos nas escolhas de oferta em suas políticas de saúde.

 Câncer

 Todo câncer se caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células, que adquirem a capacidade de se multiplicar. Essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos (câncer), que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. O câncer também é comumente chamado de neoplasia.

O câncer de mama, como o próprio nome diz, afeta as mamas, que são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários. É o tumor maligno mais comum em mulheres e o que mais leva as brasileiras à morte, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

 Idade
O câncer de mama é relativamente raro antes dos 35 anos, mas acima dessa idade sua incidência cresce rápida e progressivamente. É importante lembrar que nem todo tumor na mama é maligno e que ele pode ocorrer também em homens, mas em número muito menor. A maioria dos nódulos (ou caroços) detectados na mama é benigna, mas isso só pode ser confirmado por meio de exames médicos.

Quando diagnosticado e tratado ainda em fase inicial, isto é, quando o nódulo é menor que um centímetro, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%. Tumores desse tamanho são pequenos demais para serem detectados por palpação, mas são visíveis na mamografia. Por isso é fundamental que toda mulher faça uma mamografia por ano a partir dos 40 anos.

 

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