Abram as cortinas

Abram as cortinas 

A semana começa mais uma vez na política, como terminou a última. Os vídeos meio controversos com milhares de curtidas e dezenas de comentários. Boa parte minuciosamente montados e passam despercebidos aos olhos da maioria, não aos mais atentos. Apaixonados pelo espetáculo midiático tomam aquilo como verdade e contribuem para a continuidade, trazendo para eles próprios e mesmo para quem não comungam com os shows baratos, consequências danosas. A situação do Complexo de Saúde São João de Deu um exemplo. Portanto, abram as cortinas, pois a semana está só começando.

Três é demais 

Um exemplo do vídeos e suas consequências, ocorreu na última semana na tão badalada inauguração do McDonald´s.  As imagens replicadas na redes sociais, além do prefeito Gleidson Azevedo (PSC) mastigando com a boca aberta, vereadores pegando carona com ele e suas poses inusitadas, teve também a imagem de diversas crianças e adolescentes de uma casa assistencial social levadas pelo deputado Cleitinho Azevedo (CDN) para conhecer o espaço e hambúrgueres e experimentá-los. A intenção dele foi digna de aplausos  - afinal não é todos dias que esses meninos e meninas têm uma oportunidade como esta, e “bombou” nas redes sociais. No entanto, ele se esqueceu de uma coisa primordial: avisar a Promotoria da Infância e da Juventude, visto que crianças e adolescentes não podem ser suas imagens expostas, a não ser com a devida autorização. Neste caso, sua assessoria, passou batida de novo, como ocorreu na votação do projeto na Assembleia Legislativa há cerca de 15 dias.  Por mais esse “deslize” terá que explicar na justiça. Situação que mais uma vez, comprova o desastre dos vídeos publicados sem o devido cuidado. Certamente, a partir de agora o deputado ficará mais atento àquela famosa frase: “um é pouco, dois é muito e três é demais!”, sob o risco de arranhar sua imagem em um ano que antecede às eleições.

 Maneira ofensiva 

É o que consta a notificação da Defensoria Pública por meio da Promotoria da Infância. O teor consta que as crianças e adolescentes foram expostas de maneira ofensiva ao seu direito de imagem, sem a devida autorização da Justiça. Considera ainda que houve abuso por parte do deputado abusando delas, com uma possível atitude amável expondo-as a constrangimentos e vexames, quando as vincula por que publicamente vincula à casa acolhedora, onde estão de forma provisória. Dor de cabeça, que, certamente poderia ter sido evitada, caso a necessidade de aparecer não tivesse sido feita de forma impensada. Boa intenção, sem dúvida, que deve trazer mais “amolação” do benefícios. Pelo menos, há muito, Cleitinho adotou um comportamento bem diferente de quando entrou na política – o que fazem seus irmãos Gleidson e Eduardo atualmente -  e tem aceitado as críticas para o seu crescimento pessoal e na carreira política.

Quem acusou?

Como em outros assuntos, e quem ocorrido na Câmara de Divinópolis, os discursos de alguns vereadores, em relação ao São João de Deus – Elis Regina -  foram meio contraditórios. Uns disseram que os apontamentos de irregularidades partiram da Secretaria Municipal de Saúde (Saúde) – o que de fato foi durante a audiência de prestação de contas da pasta – outros,  se perderam esta informação e a reunião entre a direção do hospital e os vereadores, alguns meteram o pau na superintende Elis, no secretário, Alan Rodrigo, enfim, uma “mistureba” danada. Confesso que achei tudo muito exagerado, tanto os prós, quanto os contra a atual gestão do hospital, mais uma estratégia para se ganhar holofotes, aliás, o que não é nenhuma novidade. Sensata, apenas Ana Paula do Quintino) que chamou os discursos inflamados de “roleta russa” e que mais tarde as pessoas iriam entender o porquê do apelido. Sinceramente, Ana? Não precisa de um futuro não. Muita gente já entendeu, confia!

Demissão e o #FicaElis

A advogada Adriana Ferreira foi muito feliz e precisa mais uma vez, ao lançar a campanha #FicaElis. Ela teve a inciativa no sábado ao tomar conhecimento do pedido de demissão da superintende do hospital na sexta-feira e, em poucos minutos, ganhou centenas de apoiadores. E já era esperado, pois, só quem está “chegando agora”, não admite a transformação do hospital após a chegada de Elis Regina. Teve setores primordiais ameaçados de fechar, como a maternidade, o próprio São quase lacrou suas portas. Me arrisco a apontar alguns motivos: perseguição pelo fato dela ser boa de serviço? Ser mulher? O que não espantaria, visto a quantidade de machistas espalhados por aí. Ocupar o cargo dela? A quem interessaria? Prejudicar o São João para voltar todas atenções ao Hospital Regional? Não seria melhor juntar os dois, pensando na população carente da cidade e região, do que priorizar um? Se alguém me provar que não se trata de nenhum destes questionamentos, eu me dou por convencida.

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