A última que morre

Resta uma pontinha de esperança de as aulas da rede pública municipal recomeçarem ainda em fevereiro. Depende de o Governo do Estado repassar o que deve à Prefeitura na área da Educação. A dívida só para esse setor é de R$ 21 milhões (Fundeb). No total, o débito com Divinópolis soma R$ 108 milhões.

Uma idiotice, duas idiotices

Falar em impeachment do governador Romeu Zema (Novo), com menos de um mês de mandato, só não é mais idiota do que tentar culpar o presidente Jair Bolsonaro ou seus apoiadores pela tragédia de Brumadinho. No Brasil, governos e oposições competem para ver quem tem menos noção de realidade.

A previsão de Zema

Apenas para relembrar, o governador prometeu, no dia 24 de janeiro, colocar em dia os repasses às prefeituras em até dez dias. As sábias capivaras do Itapecerica duvidam.

A aposta de Cleitinho

Agora deputado estadual, Cleitinho Azevedo (PPS) pode começar o mandato em uma posição arriscada. Durante a campanha, gravou vídeo ao lado de Romeu Zema e vem dando indícios de que pode apoiar o governo. O risco é que ser estilingue é moleza. Já ser vidraça...

Olha o nível...

Para responder a uma simples notinha de jornal, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, desceu ao nível de atacar, em um comunicado oficial do MEC, o passado de esquerda do jornalista Ancelmo Gois. Tática velha: em vez de responder aos fatos, ataca-se o denunciante com aquilo que, na cabeça do encurralado, o desabona. Pior do que isso é que, naquilo que respondeu aos fatos, foi desmentido.

Sumiram

O quiproquó se deve ao desaparecimento de vídeos em libras da página do Instituto Nacional de Educação para Surdos (Ines). Tratavam da história de personagens como Karl Marx, Friedrich Engels, Antonio Gramsci, Friedrich Nietzsche e a filósofa brasileira Marilena Chauí. Vélez alegou que foram retirados do site na gestão passada. O cache do Google mostra que foi no dia 2 de janeiro. O MEC abriu sindicância para apurar o fato — única informação realmente relevante no comunicado e, talvez, a única que dela deveria constar.

Paralelos

Era uma vez um presidente de origem militar. Ele armou o seu povo. Estimulou a criação de milícias armadas. Era um nacionalista. Defendia um extremo ideológico. Não nutria grande apreço pela liberdade de imprensa. Tachava os adversários de inimigos do povo. O nome dele era Hugo Chávez. O país, a Venezuela.

 Choque de realidade

Repleta de marinheiros de primeiro mandato, a Câmara Municipal inicia os trabalhos do ano na próxima terça-feira, 5. Nos bastidores, alguns dos novatos se queixam de que o fardo tem sido pesado e as cobranças são muitas. Outros traçam a estratégia do que fazer nos próximos dois anos para garantir a reeleição. Uma dica: não vai ser fácil.

Perigo

O Brasil tem nada menos que 723 barragens com risco e alto potencial de destruição. Vamos repetir o número acentuando as pausas: 7-2-3.

Mais comissão

O deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) declarou, em reunião da bancada mineira na quarta-feira, 30, que o caso do rompimento da barragem em Brumadinho justifica a criação de uma Comissão Geral na Câmara Federal. Falar em comissão de parlamentares em Brasília, neste momento, tem a mesma relevância que falar em CPI em Divinópolis. Ou seja, nenhuma. Corre o risco ainda de simplesmente usarem a tragédia como palanque político e, no fim das contas, contribuir para resolver absolutamente nada.

Até breve!

O interino se despede. A jornalista Gisele Souto volta a assinar esta coluna na próxima edição. Abraço a todos!

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