A Terra do Divino

João Carlos Ramos

A Terra do Divino

No texto anterior, eu havia dito que, segundo a astrologia, Divinópolis está sob os auspícios  da casa quatro (câncer). Detalhando melhor: mesmo obstante a cidade ser nativa do signo de gêmeos (casa três), é fortemente influenciada pela energia maternal canceriana. Sendo geminiana, ela possui duplicidade de ação e reação.

Tudo em Divinópolis é duplo, visando ao aperfeiçoamento, mas, por deficiência de fogo em seu mapa, se intimida e se contradiz, diante dos desafios que a vida oferece. Quando o município está no auge em algum aspecto, almeja inconscientemente descer (e desce...). Os exemplos são numerosos e quem acompanha a sua trajetória sabe melhor. Também observamos o seu oposto/complementar (signo de sagitário) que atrai a cidade para a reflexão, sendo signo de mestre, causando depressão zodiacal em seus habitantes (amam Divinópolis e, ao mesmo tempo, querem um lugar pior...). Igualmente, observamos que o referido signo rege o aparelho respiratório, o que é péssimo para ela, nesse período pandêmico. Temos conhecimento das caóticas consequências da pandemia da covid-19 em todo o mundo. Muitas mortes, fomes e angústias. Divinópolis concede hospitalidade aos vírus, através de seu organismo astral. A influência canceriana a conduz ao sentimentalismo exacerbado e a leva ao macabro convite ao inimigo para o jantar, com todas as pompas.  Sempre seremos contraditórios, mas teremos também sempre as beatitudes  do nome divino.

As cartas astrais não mentem jamais e, por isso, é aconselhável ouvirmos nossa própria voz e seguirmos o caminho interior que conduz à fonte. Divinópolis possui criatório de inimigos em seu próprio quintal e não precisa temer concorrentes. Sua natureza almeja o rumo ao sol, mas se perde na vaidade e traçando seu próprio caminho, não abrirá espaços individuais. Observem como nossa alegria é fugaz!  Passa, até sem sorvetes ou convites para ir ao parque. Logo perguntamos para outros que também interrogam a outros: para onde devemos ir, então? A análise que faço não possui rótulos de responsáveis, porque o espírito é atemporal. A culpa é de todos. O vento bate onde quer e não podemos detê-lo. A cidade como um todo deve fazer um trabalho de aceitação e partir do zero, rumo a si mesmo.

A solidão ainda é o melhor remédio para feridas sem causa. O famoso escritor Kipling alerta: "...Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes, e entre reis não perder a naturalidade. E de amigos, quer bons, quer maus te defenderes. Se a todos podes ser de alguma utilidade... Tua é a terra e tudo que há no mundo!".

Desculpem-me pela verdade nua que desfila para quem tem olhos. Deus vos ilumine! Deus abençoe nossa querida Divinópolis!

jocarramos@gmail.com

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