A próxima vítima

Editorial 

Os preparativos para as eleições 2020 estão a todo vapor. Cada semana que se inicia é considerada decisiva. Nesta, por exemplo, após decisões importantes ocorridas no fim de semana, como desistências, o clima promete esquentar. Porém não tem nada a ver com a temperatura ‒ que está insuportável ‒ o que este editorial se refere, mas sobre armações, puxadas de tapete e, principalmente, sobre notícias falsas. E não se iluda, a próxima vítima pode ser você.  Também este editor não alude à novela global “A próxima vítima”, folhetim que ganhou o Brasil em 1995. O negócio é vida real e o “vale-tudo”, coincidentemente, nome também de um grande sucesso exibido pela mesma emissora em 1998. Na disputa a “ferro e fogo” pela Prefeitura ou a uma vaga na Câmara Municipal, vale também perseguição. Seja a quem busca uma oportunidade no Legislativo ou Executivo, ou mesmo a quem ocupa um cargo público.

Com tudo isso, é bem possível que não passe despercebido.  As atuais circunstâncias têm deixado todos apavorados, com medo e inseguros em relação ao que os espera.  O tempo tem passado mais do que depressa e, com isso, o “poder” de quem ocupa algum cargo também, daqueles que não conseguem viver sem ele e, por ele, são capazes de qualquer coisa, inclusive fazer suas próprias vítimas, as quais são deixadas em situações de total desconforto e, em muitos casos, irreversíveis.  A vida não tem sido fácil para ninguém, no entanto, não há necessidade de  tanto exagero e sair por aí atacando pessoas como se todos fossem culpados pelo seu próprio fracasso.  Como as pessoas perderam completamente a noção do ridículo! Será efeito da pandemia? Das eleições? Ou será um surto altamente contagioso quem vem contaminando muita gente? Ah, quanta saudade da ética profissional, de pessoas do bem e de quando lutavam para manter a expressão "fio do bigode". Nesta época, já faz muito tempo que nem se ouve falar, tudo era muito diferente. Hoje, todo cuidado é pouco:  com o que fala, onde vai, até onde vai. Em qualquer uma dessas simples situações poderá esconder um enorme perigo e te fazer a próxima vítima. 

Quanto tempo isso vai durar? Só o tempo dirá.  O mundo, em pleno século XXI, passando por tantas transformações, algumas muito boas, outras nem tanto, mas com o propósito da evolução, o ser humano, ah! Esse tem se transformado, sim: em assassinos, não somente aquele que mata com uma arma qualquer, mas aquele que destrói famílias, sonhos. Muitas vezes, apenas por palavras, pois não foi capaz de aprender que o que sai da boca de forma maldosa pode ser responsável em destruir e fazer a próxima vítima. Acusam, julgam e condenam “sem dó nem piedade”, esmagam todos os sonhos, ossos, como uma sucuri voraz. Aonde esse “tudo posso pelo poder” vai chegar? Já extrapolou todos limites, da moral, da nobreza, da cordialidade e, principalmente, do respeito. Portanto, fique atento. Você pode estar sendo monitorado e  filmado,  e pode ser a próxima vítima.

Porém, para estas pessoas, um conselho básico: Aprender lições é uma tarefa sem fim. Não há nenhuma parte da vida que elas não estejam presentes. Se você está vivo, há lições a serem aprendidas e ensinadas.

Os outros são apenas seu espelho. Você não pode amar ou odiar alguma coisa em outra pessoa, a menos que ela reflita algo que você ame ou deteste em você mesmo.

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