A difícil missão de Araújo

José Carlos de Oliveira 

É, a vida de Nivaldo Batista, o Araújo, à frente do Guarani não será nada fácil. O anúncio e logo em seguida o desmentido sobre a contratação de dois treinadores e de alguns jogadores foi o bastante, foi como bater um tiro de meta, para uma enxurrada de críticas de todos os lados para cima da nova diretoria. E o pedido de demissão do vice-presidente, Bruno Quirino, no feriado de 7 de Setembro, colocou ainda mais lenha na fogueira. 

Vem mais por aí

E que o presidente se prepare, porque muito mais está por vir. Qualquer vacilo dos novos diretores ou fracasso do time será motivo de censura, até mesmo por parte daqueles que nunca deram a mínima para o clube de Porto Velho, mas que sempre dão as caras quando o assunto é criticar e jogar para baixo. Os “quanto pior, melhor” estão sempre à espreita para criticar e dar seus pitacos. 

Fazer o quê? Assim é a vida e o “modus operandi” de muita gente pelas bandas de cá.

Sentindo na pele

E eu é que não queria estar na pele do Araújo. Sua tarefa será das mais difíceis e, se não tiver coração forte, não aguentará a pressão. O ser humano ‒ e mais ainda o torcedor de futebol ‒ vive é de resultados. Se Araújo não mostrar algum nos próximos dias, verá aumentar, e muito, a pressão para cima de seu trabalho no Bugre. Então, que se prepare para o pior.

Valorizar o que foi feito na gestão anterior

De minha parte só digo uma coisa ao Araújo: se prepare para receber críticas, pois eles virão mesmo que o time se dê bem no Campeonato Mineiro. Não dá para agradar todo mundo ao mesmo tempo e sempre haverá alguém que pensa diferente. Se ele tem seu modo de pensar, que vá em frente, mas que não reclame depois.

Mudança

E o que ele, Araújo, deveria ter feito em primeiro lugar, assim que assumiu a presidência, era se inteirar de tudo de bom que foi feito pela administração anterior e tratar de aproveitar aquele pessoal que lá estava, para que o Bugre tivesse uma transição de diretoria mais tranquila. Quis mudar tudo, então que aguente a pressão que está por vir e já bate à sua porta.

Na base

E tem mais. Se ele discorda em alguns pontos dos antigos diretores é um direito seu, mas não é seu direito jogar por terra tudo que foi realizado em anos de luta da família Morais no Guarani. Entre erros e acertos, dentro e fora das quatro linhas, eles deixaram uma base montada e era nela que Araújo deveria se empenhar e se espelhar. Valorizando e apoiando o pessoal que lá estava, ele teria uma vida mais tranquila e tempo para implantar seu novo projeto, para fazer do Guarani um clube forte e vencedor.

Há tempo

O mundo dá muitas voltas e ninguém pode se achar dono da verdade. Mas, no comando de um clube de futebol, a pessoa deve estar suscetível às críticas e ter a humildade de reconhecer quando errou e tratar de corrigi-los enquanto há tempo. Muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte e Araújo pode pensar e repensar tudo que quer para o Bugre.

É ele o presidente e a bola está com ele, então que trate de tratar a redonda com carinho. Do contrário, terá dias de terror pela frente. Ou de alegrias!!! A escolha é dele, e ponto final.

Avante, Bugre

De minha parte, eu sou antes de tudo Guarani Esporte Clube e não estou nem aí para o nome do presidente, desde que ele faça seu trabalho com a consciência de estar lidando com um bem muito precioso para muitos divinopolitanos que, como eu, têm no Bugre uma parte de seu DNA.

E vamos que vamos, Guarani. Hoje e sempre!!!

Em tempo

Ah! Só um pequeno lembrete... Que os políticos e empresários de Divinópolis aproveitem este momento de turbulência do Bugre e entrem em ação. Com um pouco de cada um, mais fácil será para Araújo conduzir o Bugre de volta à elite do futebol mineiro.

Mas tem que ser para já, para ontem. O Guarani tem pressa.

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