A atrativa ($$$$) Copa do Brasil

Batendo Bola 

José Carlos de Oliveira 

jcqueroviver@hotmail.com.br

 

Ao longo dos anos, desde quando foi criada, em 1989, a Copa do Brasil vem sofrendo transformações que só fazem aumentar o interesse dos clubes e dos torcedores pelo torneio. Em seu início, os times não lhe davam a mínima, não tinham desejo algum em participar da competição. E quando o faziam, escalavam equipes reservas em muitos jogos.

Era este o panorama. A história só começou a mudar quando o torneio passou a dar uma vaga para a Copa Libertadores no ano seguinte e a render uma boa grana para os cofres dos clubes, em cotas de participação por fases disputadas.

Prêmio recorde 

Agora mesmo, a notícia é das melhores para os departamentos financeiros dos falidos clubes brasileiros. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirma um prêmio recorde para este ano, com o campeão recebendo uma premiação de 50 milhões e o vice ficando com R$ 20 milhões. Com as cotas por participação por fase disputada, se um clube entrar na disputa desde as fases iniciais, irá embolsar ao final da competição nada menos que R$ 68,7 milhões. Uma grana para ninguém botar defeito.

Um problemão 

E este será o grande desafio para muitos treinadores em 2018. A corda vai arrebentar é para o lado deles. Não vai ter essa de escalar time reserva na Copa do Brasil, não. Os dirigentes não irão permitir, eles vão ficar de olho é na premiação final e vão querer chegar à decisão, custe o que custar.

Tem que se garantir 

A partir desta temporada, se não quiserem correr riscos desnecessários, os grandes clubes do Brasil terão que montar é bons elencos (e não apenas times de futebol), em condições de suportar a maratona de jogos da temporada. Priorizar determinada competição será um risco que poucos irão querer correr.

MANGUEIRAS BRASIL 

Uma dor de cabeça para Mano Menezes 

Tirando apenas o Cruzeiro como exemplo, com o time celeste participando este ano da Copa Libertadores e tendo como sonho de consumo conquistar o tri do torneio continental, seria o óbvio dizer que o time (já classificado para as oitavas de final da Copa do Brasil), iria privilegiar um torneio, em detrimento do outro, com a conquista do 6º título da competição nacional ficando em segundo plano.

Mas esta não é a realidade. Com dívidas a assustar a direção azul, o presidente Wagner Pires não vai abrir mão de chegar à final da Copa do Brasil. E aí estará criado o dilema: o que será melhor – o tri da Libertadores e a participação no mundial, ou o Hexa da Copa do Brasil?

Se não fosse pela grana a ser recebida pelo campeão, ninguém teria dúvidas em afirmar que a aposta seria pela Libertadores e o Mundial de Clubes. Agora, com o prêmio de R$ 50 milhões para o campeão a história ganha outros contornos.

Mas isto é problema do Mano Menezes, é ele quem ganha muito bem para resolver a questão.

Boa Esporte se deu bem na estreia 

Neste ano, Minas Gerais terá sete equipes disputando a Copa do Brasil. Cruzeiro e América entram na disputa a partir das oitavas de final, mas cinco times, incluindo entre eles o Atlético, jogam desde a primeira fase.

O primeiro a entrar em campo, e se dar bem, foi o Boa Esporte. A equipe de Varginha já garantiu passagem para a segunda fase do torneio.

Jogando na noite desta terça-feira, o time boveta ficou no empate sem gols diante do Vitória da Conquista, no Estádio Lomanto Júnior, no Sul da Bahia, e acabou beneficiado pelo regulamento, que determina a classificação da equipe visitante no caso de igualdade em jogo único e sem gol qualificado.

Na segunda fase, o Boa Esporte enfrentará o vencedor do duelo entre Goiás e Sinop-MT. O jogo seria realizado na noite de ontem, no Estádio Gigante do Norte, na cidade de Sinop, no Mato Grosso.

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