2019 começa com mudanças em todas as esferas da política

 

Maria Tereza Oliveira

O ano começa com inúmeras novidades na política, tanto em nível federal e estadual, quanto no municipal. Novos nomes, novas propostas e novas visões prometem mudar os rumos do país, de Minas e que ecoam em Divinópolis.

A começar por mudanças na Câmara que, a partir deste ano, conta com um novo vereador, Matheus Costa (PPS), substituindo Cleitinho Azevedo (PPS), que assume uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) como deputado estadual.

Já no Estado, Romeu Zema (Novo) assume o comando de Minas, cheio de novidades e tem pela frente o desafio de botar a casa em dia.

Novidades também no Palácio do Planalto, com a posse do novo presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) que já assume fazendo inúmeras alterações.

Rosto novo

A Câmara agora conta com um rosto diferente entre os 17 vereadores. Matheus Costa foi candidato em 2016 e obteve 1.601 votos, o que o credenciou como suplente de Cleitinho que, na época, teve 3.023 votos.

Com o resultado das eleições de 2018 em que Cleitinho obteve 115.492 votos para deputado estadual, ele largou o cargo de vereador para assumir um lugar na ALMG e Matheus irá o substituir na Câmara como legislador.

Em entrevista ao Agora, o novo vereador revela o que espera para este ano.

— Confio que Divinópolis volte a crescer, gere emprego e volte ser a cidade protagonista do Centro-Oeste — projetou.

Sobre seu papel legislando, Matheus disse que quer fazer a diferença nas áreas que mais carecem de atenção na cidade.

— Que este colapso nas áreas fundamentais como Educação, Saúde e infraestrutura sejam resolvidos urgentemente. Vou dar o meu melhor para que a população tenha um bom 2019 e não passe novamente pelo que tem enfrentado — destacou.

Mudanças estaduais

Romeu Zema foi uma das surpresas das eleições 2018. Durante as pesquisas antes do 1º turno, o empresário figurava na 3ª colocação na disputa ao Governo de Minas. Porém, em um plot-twist digno de “House of cards”, Zema foi o mais votado no 1º turno e depois derrotou o tucano Antônio Anastasia (PSDB) no 2º.

Ele tomou posse na terça e, dentre suas falas, a situação financeira destacou-se. Em pronunciamento à imprensa, Zema prometeu passar o Estado a limpo.

— Vou abrir a caixa preta das finanças públicas — comprometeu-se.

Para Zema, a prioridade é “arrumar a casa”, e renegociar a dívida de Minas com a União.

Ontem, o governador voltou a falar sobre a situação financeira e disse que o 13º salário dos servidores estaduais não será pago “tão cedo”. Zema criticou a gestão anterior de Fernando Pimentel (PT) e afirmou que ela ainda não deu acesso aos dados financeiros do Estado à atual equipe.

O governador revelou que sua equipe começou a levantar os dados financeiros a partir de ontem e que, apesar de ainda não saberem a exata situação de Minas é extremamente delicada.

A dívida do Estado com os municípios atualmente é de R$ 11,9 bilhões, sendo R$ 102 milhões com Divinópolis. Zema também discorreu sobre o assunto e lembrou que por conta da dívida, muitas prefeituras estão atrasando salários dos professores há quatro meses. De acordo com ele, serão priorizados os aspectos mais críticos.

Mudança

Durante toda sua campanha, Zema destacou que abriria mão de seu salário, contudo, o discurso mudou. O novo governador revelou que é obrigado por lei a receber o salário, mas se comprometeu em doá-lo a instituições. Zema também reitera que sua equipe é formada “praticamente de voluntários”.

De acordo com o governador, os secretários do governo se comprometeram em esperar os salários e as contas com os servidores estarem em dia para que eles comecem a receber seus salários.

Jair assume e causa polêmica

Na terça, o novo presidente da República, Jair Messias Bolsonaro foi empossado. Idolatrado por alguns, odiado por outros, assim como tudo que fez até então, a cerimônia de posse e seus dois primeiros dias na presidência dividiu opiniões.

Durante a posse, Bolsonaro fez um discurso contra o socialismo e o politicamente correto. Ele chegou a dizer que a bandeira do Brasil jamais será vermelha e repetiu suas falas sobre a segurança pública, já ditas durante a campanha.

Dentre as mudanças mais polêmicas estão redução de ministérios — incluindo o da Cultura —, novos cargos, demarcação de terras indígenas nas mãos do Ministério da Agricultura, todas já publicadas no Diário Oficial.

Menos ministérios

Embora não tenha cumprido a promessa de campanha, na qual Bolsonaro dizia que só teria 15 pastas, houve uma redução significativa de ministérios e pastas. Conforme publicado, agora são 16 ministérios, duas secretarias e quatro órgãos equivalentes a ministérios, totalizando em 24 pastas.

Foram extintas sete pastas, sendo elas: Transportes, Portos e Aviação Civil; Indústria, Comércio Exterior e Serviços; Esporte; Cidades; Cultura; Trabalho e Segurança Pública.

Reservas indígenas entregue à Agricultura

Outra polêmica foi a que decreta que a Fundação Nacional do Índio (Funai) passa a ser vinculada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e não mais ao Ministério da Justiça. Além disso, quem fica a cargo de identificar, delimitar, demarcar e registrar as terras tradicionalmente ocupadas por indígenas é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento A pasta também será responsável pela delimitação de terras ocupadas por comunidades quilombolas.

A polêmica surgiu porque na prática, a nova configuração dá a ruralistas, muitos com interesses contrários aos dos indígenas, o poder de demarcar suas terras. Também esvazia a Funai, órgão criado em 1967 com o objetivo de proteger os direitos dos povos indígenas no Brasil.

Salário mínimo

O salário mínimo que havia sido previsto pelo Governo Michel Temer (MDB) para R$ 1.006, será de R$ 998.

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