180 anos

Raimundo Bechelaine

Uma das paróquias mais antigas e veneráveis da Diocese de Divinópolis comemora 180 anos. Na sua “História de Carmo do Cajuru” (2ª. edição, pp. 54-55), o historiador Oswaldo Diomar relata as idas e vindas que envolveram as povoações da nossa região. Eram as “freguezias”, como então se dizia, situadas na região que hoje se divide entre os municípios de Divinópolis, São Gonçalo do Pará, Itaúna e Carmo do Cajuru. Nos tempos da Colônia e do Império, eram unidos o Estado e a Igreja. À medida que o território era ocupado pelos colonizadores, o reino de Portugal e, a partir da independência, o Império brasileiro estabeleciam as instituições civis e religiosas.

A lei provincial 168, de quinze de março de 1840, criou a Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, na margem esquerda do rio Pará. A mesma lei extinguiu a Freguesia do Divino Espírito Santo, hoje Divinópolis, e a submeteu à nova circunscrição eclesiástica do além-Pará. Até o padre Felício Flávio foi transferido para lá. Quem diria? Divinópolis já pertenceu a Cajuru. Mas não se afobem os divinopolitanos, isto durou apenas um ano. Pois a lei provincial 209, aos sete de abril de 1841, restabeleceu a Freguesia do Espírito Santo. Pertencíamos, então, à Diocese de Mariana.

A Paróquia de Nossa Senhora do Carmo abrangeu todo o município cajuruense, até a data de sete de dezembro de 2007. Nesta data, foi desmembrada a Paróquia de Nossa Senhora do Líbano, cujo pároco é o padre Helton Ferreira de Melo Rodrigues.

Domingo próximo, 15, às 19h, na Matriz de Nossa Senhora do Carmo, os cajuruenses renderão ação de graças pela passagem da data. Presidirá a missa festiva o atual administrador paroquial, padre Marcos Antônio Rocha, juntamente com o vigário padre Fábio Camargos da Cunha. Com eles, deverá estar o padre Helton, da Paróquia de Nossa Senhora do Líbano. Evidentemente, durante dezoito décadas foram muitas as realizações deixadas por inúmeras pessoas. Entre elas, destacamos: a bela e tradicional “Semana Santa”; o Jubileu do Senhor Bom Jesus, em Angicos; os já centenários Coral Nossa Senhora do Carmo e a Banda de Música da Associação Musical; as também centenárias Irmandade do Rosário e sua Capela; a comunidade de São José dos Salgados; o conjunto arquitetônico da Praça Nossa Senhora Aparecida, no bairro Adelino Mano; o Museu e Arquivo Sacro-Histórico e a Creche Paroquial. Merece atenção a Igreja Matriz, igualmente centenária, monumento do neogótico mineiro, com sua torre inspirada no Santuário do Caraça.  jorababech@gmail.com

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