16ª LGBTQI+ de Divinópolis trabalha afeto e valorização cultural

 

Da Redação

A Parada do Orgulho LGBTQi+ está se aproximando, são 16 anos de tradição na cidade, trabalhando a importância do afeto e o respeito às diversidades.

O evento é realizado pelo Movimento Gay de Divinópolis (MGD), com apoio da Prefeitura de Divinópolis, através da Secretaria Municipais de Saúde, Cultura, Saúde, Desenvolvimento Social e Governo (Diretoria de Comunicação), além do suporte técnico prestado por demais setores.

Diferente dos anos anteriores, o evento, antes realizado em um dia, teve sua programação estendida e acontece em 13,14 e 15 de setembro, no fim da rua Pitangui (Mercado Distrital), com música, diversão e lazer.

Muito além de um evento voltado exclusivamente para o público LGBTQI+, a parada busca atrair toda a comunidade divinopolitana, com o objetivo de levar para população maior conhecimento sobre a causa, seus direitos e deveres, além de partilhar momentos de alegria da festividade.  Fundado em 1º de junho de 2005, o Movimento Gay de Divinópolis é reconhecido pela Prefeitura como Utilidade Pública Municipal segundo a Lei 7.020. 

O coordenador do MGD, José Marcelo David, conta que o objetivo da organização é promover a inclusão da comunidade no município e na região.

— Esperamos na realização do evento transmitir a mensagem que somos normais e só queremos respeito com nossa orientação sexual. O preconceito existe e devemos fazer desse um momento de aproximação e afeto — ressalta. 

O presidente do Movimento, ainda reforça a importância histórica da parada.

— Também comemoramos os 50 anos de Stonewall, essência de todas as paradas esse ano, no Brasil e no mundo. Devido ao nascimento da primeira passeata a favor dos direitos LGBTQI+ nos Estados Unidos — reforça. Na época, bares eram proibidos de vender bebidas para homossexuais e as pessoas eram obrigadas por lei a usarem roupas de acordo com o seu sexo biológico. Como um ato de resistência à repressão policial, deu início aos atos que hoje marcam o movimento. 

Segundo o secretário Municipal de Cultura, Gustavo Mendes, a iniciativa visa à socialização.

— Devemos valorizar a comunidade LGBTQI+, muitas vezes vítima do preconceito. Queremos mostrar para a sociedade que existe toda uma história por trás do movimento — afirma.

 

Além da Virada Cultural, o Festival Gastronômico, com carros de food truck’s e barracas, entrou na programação, que conta com diversas atrações. Visando ao incentivo aos artistas da cidade e da região, o evento contará com voluntários e será filantrópico. O valor arrecadado com a venda das camisas da parada será revertido em doações para a Casa de Apoio Irmã Scheilla, que acolhe pessoas com câncer e HIV.

A parada conta com várias novidades e no primeiro dia, a partir das 18h, no palco Tenda e Afeto, haverá atrações musicais com Djs tocando músicas dos anos 70, 80 e 90. Show com a banda Los Therezza, bingo beneficente do Instituto Helena Antipoff e Barzinho e Violão MPB. 

Já no segundo dia, começando às 8h30, ações sociais, momentos de lazer para crianças, danças, roda de capoeira, shows e várias atividades marcarão o sábado. 

No último dia da festa, logo pela manhã, às 9h, roda de capoeira. A abertura e concentração da Parada LGBTQI+ com DJs e shows de Drags, será ao 12h. A cantora Livvia Bicalho ficará responsável pelo encerramento do evento.

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