100 dias

Adriana Ferreira

O que são os primeiros 100 dias de governo? Correspondem ao período de início de mandato de representante eleito para ocupar cargo executivo, seja prefeito, governador ou presidente. Por seu caráter transacional, a boa governança durante o período é o principal requisito para o desenvolvimento de um bom mandato. Nos 100 dias se conhece realmente quem ocupa a cadeira-mor. Trata-se do momento em que o terreno é preparado visando desenvolver uma gestão realista, fundamentada e eficiente durante o mandato. Neste período, o gestor deve atentar para os seguintes pontos:

Plano de governo 

É o momento de alinhar o plano de governo com a realidade do município, estado ou país. Esse alinhamento é de extrema importância para o desenvolvimento de políticas públicas executáveis que, de fato, contribuirão para melhor a qualidade de vida dos cidadãos. É de suma importância destacar a diferença entre o que é apresentado na Justiça Eleitoral como requisito para a candidatura e o plano de metas, que é o que deve embasar os quatro anos de gestão. Sem diagnóstico de equilíbrio fiscal, sem conhecer o cenário financeiro, não há que se falar em implementação real de plano de metas. 

Transição de mandato

Neste período ocorre também a segunda fase da transição de mandato. Em se tratando de reeleição, caracteriza-se como o período de renovação e finalização dos balanços em relação ao que foi realizado no primeiro mandato. Quando se trata de um candidato eleito, deve finalizar os projetos remanescentes e dar seguimento às políticas que condizem com sua proposta e, claro, implementar novas políticas e diretrizes governamentais. Seja reeleição ou não, é importante que a real situação do município, do estado ou do país esteja bem clara para que seja transformada em políticas públicas construtivas, coerentes e responsáveis a serem implementadas no decorrer do mandato.

Eficiência Fiscal

É de extrema importância que o eleito ou reeleito esteja atento à situação fiscal do governo que assume. Contas a pagar da gestão anterior e projetos a serem finalizados devem ser ponderados conjuntamente ao planejamento das ações da nova gestão, não ignorando a disponibilidade de caixa e a previsão de receita. Com a pandemia da covid-19, a atenção às finanças públicas deve ser redobrada. Equilíbrio fiscal é fundamental para uma boa gestão, não só porque traz benefícios para a coletividade como também evita responsabilização judicial, que pode acarretar, dentre outras penalidades, perda de direitos políticos e até mesmo privação de liberdade.

Gleidson Azevedo

O prefeito, uma vez que prometeu um governo transparente, do povo, deve apresentar seu plano de metas para que os demais 240 mil prefeitos de Divinópolis possam se situar.

E daí?

Quando Gleidson Azevedo, prefeito de direito, deu posse aos demais cidadãos de Divinópolis, ora, dentre eles estavam seus irmãos Cleitinho Azevedo e Eduardo. Assim sendo, caso um dos dois irmãos assuma uma reunião ‒ como ocorreu com o Consórcio Transoeste, em que Cleitinho foi o prefeito em diversos momentos ‒, não haverá nada de errado. Semana passada foi Cleitinho, na semana que vem pode ser esta colunista, pode ser você, leitor, pode até ser qualquer um dos demais familiares que ainda não entraram na política, mas já foram empossados prefeito. Que todos nós estejamos preparados, pois a qualquer momento qualquer um pode ser chamado para exercício do cargo. É tipo defesa da pátria em tempos de guerra. Ninguém escapa!

Renato Ferreira

Brilhou do primeiro ao último dia do mandato. Não tendo sido reeleito, perdeu Divinópolis, ganhou a Gerdau, que aguardou por quatro anos o seu valoroso colaborador. Merecedor de todas as honrarias.

Covid-19

A irmã desta colunista reside nos EUA há 30 anos. Por ter dupla cidadania ‒ brasileira/americana ‒ conseguiu sair dos EUA e vir para o Brasil e retornar para aquele país. Nada de anormal! No fim de semana, seu telefone tocou o dia todo. Eram encomendas de cloroquina e azitromicina para se precaverem. Claro que a resposta foi um sonoro NÃO para todos. E podia ser diferente? 

Automedicação NÃO!

As amigas desta colunista, ASX e RAXC, 82 anos e 59 anos, respectivamente, mãe e filha. A mãe teve quadro de pneumonia grave em novembro passado e teve que ser hospitalizada. Em dezembro, ambas testaram positivo para covid-19, sem necessidade de hospitalização, porém, acompanhadas pelo mesmo médico e foram cuidadas pela mesma pessoa e tiveram a mesma alimentação. À mãe foi prescrito: azitromicina, cloroquina, dexametasona, domperidona. À filha, azitromicina e predisona. Ambas curadas, sem sequelas. Moral da história: “nem sempre pau que bate em Chico, bate em Francisco”.

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