'Vivemos uma crise muito grave', diz novo secretário de Saúde de Divinópolis

Da Redação

O novo secretário de Saúde de Divinópolis, Amarildo de Sousa, concedeu na tarde desta quarta-feira, 21, sua primeira entrevista coletiva à frente do cargo. Ao detalhar as atuais condições do setor, afirmou que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) não vai fechar, pois é gerida em conjunto pelo Município, o Estado e a União e que, por isso, seriam necessárias algumas reuniões entre essas três instâncias - o que não ocorreu e nem deverá ocorrer, porque, apesar dos constantes atrasos nos pagamentos dos médicos (atualmente os profissionais aguardam o recebimento dos valores referentes ao mês trabalhado de janeiro), o Município tem conseguido negociar com as equipes pela manutenção do atendimento. 

— Divinópolis enfrenta um momento difícil. É preciso ter responsabilidade com os recursos públicos e é nessa linha que pretendemos trabalhar. Com austeridade, seriedade e muita técnica para que os recursos possam ser usados da melhor meneira posível — declarou Amarildo. 

Para o novo secretário, a escassez de dinheiro é o maior problema da Saúde. 

— Vivemos crise muito grave de arrecadação, que não é só local. É reflexo do país. Esse é o grande desafio. Fazer valer poucos recursos para dar assistência digna. Com relação à UPA [Unidade de Pronto Atendimento], o prefeito me orientou a fazer uma transição coerente e cuidadosa da administração da unidade, que hoje é gerida pela Santa Casa de Formiga, para que não haja qualquer desassistência e vamos conduzir esse processo ao longo desse ano. Não posso precisar datas, porque temos alguns entraves contratuais e precisamos solucionar para que tudo seja feito da melhor forma possível — acrescentou. 

A cobertura completa das ações previstas pela nova gestão da Saúde municipal estará na edição impressa do Agora desta quinta-feira, 22. 

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